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Irã corta a internet e cancela voos durante protestos em Teerã

Internet bloqueada e voos cancelados após protestos; aiatolá Khamenei acusa manifestantes de agir em nome de Trump

Protesters gather as vehicles burn, amid evolving anti-government unrest, in Tehran, Iran, in this screen grab obtained from a social media video released on January 9, 2026. Social Media/via REUTERS THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. NO RESALES. NO ARCHIVES. REFILE - QUALITY REPEAT VERIFICATION: - Buildings, business signage and traffic light matched file and satellite imagery - Date not verified - Witnesses told Reuters protesters gathered in the streets on Thursday (January 8)
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  • O Irã ficou em grande parte isolado, com bloqueio da internet, ligações bloqueadas, voos cancelados e sites de notícias intermitentes.
  • O aiatolá Ali Khamenei acusou manifestantes de agir em nome de Donald Trump e de atacar propriedades públicas, dizendo que não vão tolerar “mercenários de estrangeiros”.
  • Os protestos, impulsionados pela inflação, se espalharam pelo país e já causaram dezenas de mortes, ocorrendo em meio a uma economia difícil e à guerra com Israel e os EUA.
  • O grupo de direitos humanos Hengaw informou tiroteios em Zahedan, após as orações de sexta-feira, ferindo várias pessoas; a emissora estatal atribuiu os distúrbios à MKO (Organização dos Mujahedin do Povo).
  • Em meio às ações externas, Reza Pahlavi pediu manifestações; o presidente dos EUA, Donald Trump, disse não ter certeza de apoiar o exilado; imagens mostraram incêndios em ruas, estações de metrô e bancos.

O Irã ficou amplamente isolado do restante do mundo nesta sexta-feira, com bloqueio de internet, falhas em ligações telefônicas, cancelamento de voos e intermitência de sites de notícias. Os protestos que se espalharam pelo país vinham ganhando força desde o dia anterior.

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, acusou os manifestantes de agir em nome de Donald Trump, dizendo que atacavam propriedades públicas e avisando que Teerã não toleraria ações promovidas por mercenários de estrangeiros. As afirmações elevam o tom do governo frente aos atos de rua.

As manifestações, estimuladas por uma inflação elevada, não atingiram a escala de três anos atrás, mas ganharam contornos nacionais. Relatos indicam dezenas de mortes e uma economia fragilizada, agravada pela guerra recente com Israel e os EUA.

Segundo o grupo de direitos humanos Hengaw, uma marcha após as orações na sexta-feira em Zahedan, região com maioria balúche, foi recebida por disparos que feriram várias pessoas. A informação reforça a violência na repressão aos protestos.

Exilados da oposição externa convocaram novos protestos, com Reza Pahlavi, filho do último xá, chamando iranianos às ruas. Em resposta, o governo afirmou não reconhecer legitimidade a esses chamados, mantendo o foco na ordem pública.

Ontem, a televisão estatal exibiu cenas de incêndios em ônibus, veículos e uma estação de metrô, além de bancos públicos em chamas. A emissora atribuiu os distúrbios à MKO, facção dissidente da oposição.

Vídeos verificados mostram centenas de manifestantes em Teerã, com relatos de pessoas gritando palavras de resistência contra Khamenei. As imagens ilustram a persistência de protestos apesar da repressão e do isolamento técnico.

O Irã já havia reprimido distúrbios anteriormente, mas hoje enfrenta pressão internacional acrescida pelas sanções reestabelecidas desde setembro devido ao programa nuclear. O complexo cenário econômico alimenta a instabilidade interna e a tensão com parceiros externos.

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