- O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que a República Islâmica não cederá diante dos protestos crescentes.
- As manifestações seguem em Teerã e em várias cidades, com pedidos pelo fim do sistema teocrático xiita e por melhoria da vida.
- Vídeos verificados pela AFP mostram confrontos e incêndios em cidades como Isfahan e Shazand, com ataques a instituições públicas em alguns locais.
- Internacionalmente, Trump ameaçou agir contra o Irã; França pediu moderação e a Alemanha denunciou uso excessivo da força e pediu respeito a obrigações internacionais.
- Os protestos representam os maiores desde 2022, em meio a tensões com Israel, sanções da ONU e dezenas de mortes registradas desde o início das manifestações.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o país não cederá diante dos protestos que varrem Teerã e outras cidades. O discurso ocorreu nesta sexta-feira, transmitido pela televisão estatal, após quase duas semanas de mobilização popular.
Os protestos começaram com descontentamento com o custo de vida e se intensificaram para pedir o fim do sistema teocrático. Em Teerã e em cidades como Tabriz, Mashhad e áreas curdas no oeste, manifestantes enfrentaram forças de segurança e houve registro de atos de vandalismo e incêndios em edifícios públicos.
Khamenei denunciou sabotadores e mencionou eventos na capital, afirmando que a República Islâmica não recuará. O líder associou ações contra o governo a provocações vindas de fora, sem apresentar evidências, segundo a cobertura internacional.
Ontem, vídeos verificados pela AFP mostraram multidões caminhando ou fazendo buzinaço em apoio ao movimento. Outros registros mostram incidentes em Isfahan, onde a entrada de uma filial da televisão estatal foi incendiada, segundo imagens não verificadas pela agência.
Reza Pahlavi, figura da oposição no exílio, pediu novas manifestações para ampliar a pressão contra o regime. A mobilização ocorre em meio a tensões com Israel, fraturas regionais e sanções da ONU relacionadas ao programa nuclear iraniano.
As autoridades são acusadas por organizações de direitos humanos de usar violência contra manifestantes. O confronto persiste em um cenário de críticas internacionais, com a França pedindo moderação e a Alemanha indicando uso excessivo da força.
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