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Líderes europeus celebram aprovação provisória do acordo UE-Mercosul

Países da União Europeia aprovam provisoriamente acordo com o Mercosul; confirmação por escrito até as 17h de hoje pode viabilizar assinatura e ratificação

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas 19/09/2019 Reuters/Yves Herman/Proibida reprodução
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  • Os países da União Europeia precisam confirmar o voto por escrito até as 17h de hoje (13h em Brasília) para confirmar a assinatura do acordo UE‑Mercosul, com ao menos quinze Estados-membros favoráveis e representando 65% da população.
  • A avaliação preliminar indica que a maioria está a favor, após negociações que duram cerca de vinte e cinco anos.
  • O chanceler alemão, Friedrich Merz, comemorou o possível acordo, chamando-o de marco para a política comercial europeia.
  • A ministra austríaca das Relações Exteriores, Beate Meinl-Reisinger, disse estar emocionada com a maioria, embora a Áustria tenha votado contra.
  • A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou que o acordo reduzirá tarifas de até 35% sobre veículos da UE e fortalecerá cadeias de suprimento, e pediu rápida ratificação pelo Parlamento Europeu.
  • Se confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai para ratificar o acordo, e o Parlamento Europeu também precisará aprovar.

O Conselho da União Europeia não confirmou oficialmente a maioria a favor da assinatura do acordo com o Mercosul, mas o chanceler alemão Friedrich Merz e setores empresariais já celebram a possível conclusão, após 25 anos de negociações. A expectativa é de que o voto final ocorra ainda hoje.

O tema ganhou repercussão internacional: Merz enalteceu o acordo como marco da política comercial europeia e ressaltou que ele fortalece a soberania estratégica da União. O otimismo, porém, contrasta com cautela de alguns governos.

Repercussão

Austria, via ministra Beate Meinl-Reisinger, manifestou contentamento nas redes sociais mesmo com votação austríaca contrária ao acordo. A ministra afirmou que há maioria entre Estados-membros para a assinatura e ressaltou benefícios para economia e negócios.

Polônia também sinalizou preocupação com a proteção de agricultores, citando que embaixadores de França, Hungria e Irlanda discordaram do acordo. O ministro Stefan Krajewski destacou mecanismos de proteção para setores produtivos e possíveis compensações.

Indústria

A Acea, associação europeia de fabricantes de automóveis, considerou o apoio de maioria como sinal de que a Europa busca manter uma economia aberta e voltada ao comércio. A entidade afirma que a assinatura reduzirá tarifas de veículos e facilitará o livre-comércio entre os blocos.

AACEA pediu celeridade na ratificação pelo Parlamento Europeu para que os setores envolvidos aproveitem rapidamente as vantagens comerciais e estratégicas.

Prazo

Segundo a Reuters, os embaixadores dos 27 emissores indicaram posições nesta sexta-feira, cabendo a cada país confirmar voto por escrito até as 17h locais (13h em Brasília). Pelo menos 15 países teriam votado favoravelmente, representando 65% da população da UE.

Caso o resultado se confirme, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai na próxima semana para ratificação com os membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). O Parlamento Europeu também deverá aprovar o acordo.

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