- Os países da União Europeia precisam confirmar o voto por escrito até as 17h de hoje (13h em Brasília) para confirmar a assinatura do acordo UE‑Mercosul, com ao menos quinze Estados-membros favoráveis e representando 65% da população.
- A avaliação preliminar indica que a maioria está a favor, após negociações que duram cerca de vinte e cinco anos.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, comemorou o possível acordo, chamando-o de marco para a política comercial europeia.
- A ministra austríaca das Relações Exteriores, Beate Meinl-Reisinger, disse estar emocionada com a maioria, embora a Áustria tenha votado contra.
- A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou que o acordo reduzirá tarifas de até 35% sobre veículos da UE e fortalecerá cadeias de suprimento, e pediu rápida ratificação pelo Parlamento Europeu.
- Se confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai para ratificar o acordo, e o Parlamento Europeu também precisará aprovar.
O Conselho da União Europeia não confirmou oficialmente a maioria a favor da assinatura do acordo com o Mercosul, mas o chanceler alemão Friedrich Merz e setores empresariais já celebram a possível conclusão, após 25 anos de negociações. A expectativa é de que o voto final ocorra ainda hoje.
O tema ganhou repercussão internacional: Merz enalteceu o acordo como marco da política comercial europeia e ressaltou que ele fortalece a soberania estratégica da União. O otimismo, porém, contrasta com cautela de alguns governos.
Repercussão
Austria, via ministra Beate Meinl-Reisinger, manifestou contentamento nas redes sociais mesmo com votação austríaca contrária ao acordo. A ministra afirmou que há maioria entre Estados-membros para a assinatura e ressaltou benefícios para economia e negócios.
Polônia também sinalizou preocupação com a proteção de agricultores, citando que embaixadores de França, Hungria e Irlanda discordaram do acordo. O ministro Stefan Krajewski destacou mecanismos de proteção para setores produtivos e possíveis compensações.
Indústria
A Acea, associação europeia de fabricantes de automóveis, considerou o apoio de maioria como sinal de que a Europa busca manter uma economia aberta e voltada ao comércio. A entidade afirma que a assinatura reduzirá tarifas de veículos e facilitará o livre-comércio entre os blocos.
AACEA pediu celeridade na ratificação pelo Parlamento Europeu para que os setores envolvidos aproveitem rapidamente as vantagens comerciais e estratégicas.
Prazo
Segundo a Reuters, os embaixadores dos 27 emissores indicaram posições nesta sexta-feira, cabendo a cada país confirmar voto por escrito até as 17h locais (13h em Brasília). Pelo menos 15 países teriam votado favoravelmente, representando 65% da população da UE.
Caso o resultado se confirme, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai na próxima semana para ratificação com os membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). O Parlamento Europeu também deverá aprovar o acordo.
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