- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o primeiro-ministro Pedro Sánchez nesta sexta-feira e agradeceu o apoio espanhol ao acordo Mercosul‑União Europeia no Conselho Europeu.
- Lula disse que espera benefícios concretos para pessoas dos dois blocos e destacou que a aprovação é um sinal positivo em defesa do multilateralismo e de regras comerciais estáveis.
- Os dois também trataram da situação na Venezuela após o sequestro de Nicolás Maduro e mencionaram uma declaração conjunta com Chile, Colômbia, México e Uruguai.
- O grupo de países condenou o ataque militar contra a Venezuela e reagiu à liberação de presos venezuelanos e estrangeiros, incluindo quatro espanhóis, anunciada em Caracas.
- Sánchez concordou em, nos próximos meses, promover em Espanha uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, nesta sexta-feira (9). Na conversa, Lula agradeceu o empenho de Sánchez na aprovação do acordo Mercosul-UE pelo Conselho Europeu e destacou a expectativa de benefícios para cidadãos dos dois blocos.
Lula afirmou, em redes sociais, que reforçou a importância de que o acordo gere ganhos concretos e ressaltou que a aprovação sinaliza apoio ao multilateralismo e a regras comerciais estáveis para as duas regiões.
Venezuela
Os dois líderes trataram da situação na Venezuela, após o sequestro do presidente Nicolás Maduro nos EUA. Eles destacaram a declaração conjunta com países da região que rejeita a divisão mundial em zonas de influência e o uso da força, sem respaldo na ONU.
O texto ressaltou também a liberação de presos venezuelanos e estrangeiros, entre eles quatro espanhóis, anunciada recentemente em Caracas pela Assembleia Nacional.
No domingo, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar contra a Venezuela, atribuído aos Estados Unidos, e externaram preocupação com as ações militares lideradas pelo governo americano.
Durante a conversa, Sánchez concordou com Lula sobre a organização, nos próximos meses na Espanha, de uma nova edição do foro Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos, dando continuidade às reuniões anteriores em Santiago e Nova York.
Entre na conversa da comunidade