- Trump diz estar no comando da Venezuela por um período bem maior que um ano, após operação que visou Maduro e controla petróleo; afirma que não precisa seguir o direito internacional, citando sua própria moral.
- O presidente reforça a ideia de tomar Greenland, incluindo a possibilidade de usar força militar; reconhece que pode haver uma escolha entre possuir Greenland ou preservar a aliança da OTAN.
- Sobre Taiwan, Trump afirma que a situação está sob controle e que não vê relação direta entre a Venezuela e uma possível invasão asiática; diz que dependerá de Xi Jinping agir apenas após seu mandato, e que ficaria “muito descontente” com qualquer mudança.
- O tratado de controle de armamentos entre EUA e Rússia pode expirar; Trump não sinaliza se aceitaria manter limites voluntários; sugere que poderia haver um novo acordo que inclua a China.
- A entrevista exibe Trump de forma casual, com tom conspiratório; ele muda de personas e, ao ser questionado sobre saúde, brinca sobre possível uso de Ozempic.
Donald Trump concedeu uma entrevista ao New York Times dias após uma operação em Caracas que, segundo relatos, resultou na tomada de controle parcial da infraestrutura petrolífera venezuelana e na indicação de que o país estaria sob influência direta dos EUA. O ex-presidente afirmou que a presença na Venezuela tende a durar mais do que um ano, e que estaria no comando, mesmo com declarações iniciais de alguns membros de seu governo sobre menor envolvimento externo.
1. EUA na Venezuela por mais tempo
Trump afirmou que a missão no país sul-americano não tem prazo definido. Em resposta sobre limites ao seu poder global, ele citou a própria moral e afirmou manter diálogo com o governo interino liderado por Delcy Rodríguez. O secretário de governo, segundo ele, negocia repasses de recursos da exploração de petróleo venezuelano.
2. Greenland e a aliança da OTAN
O ex-presidente voltou a defender a aquisição de Groenlândia, dizendo que a propriedade seria essencial para a segurança nacional. Questionado sobre a preferência entre obter Groenlândia ou preservar a aliança da OTAN, ele não respondeu de forma direta, sugerindo que pode haver uma escolha entre os dois caminhos.
3. Taiwan e a eventual ameaça chinesa
Sobre o Taiwan, Trump disse não ver paralelos diretos com a Venezuela. Ele argumentou que a situação de Taiwan envolve fatores diferentes e afirmou que a decisão de Xi Jinping depende do próximo governo dos EUA, mas disse que ficaria descontente com qualquer mudança brusca no status quo.
4. Controle nuclear com a Rússia
O ex-presidente sinalizou que permitiria o vencimento do tratado de controle de armas estratégicas com a Rússia, o New Start, sem confirmar se aceitaria uma proposta de extensão de Putin. Ele afirmou a possibilidade de buscar um acordo distinto que inclua a China no futuro.
5. Tom e tom do entrevista
A Times descreveu Trump como considerado em diferentes personas ao longo da conversa. Ele manteve um ritmo descontraído, discutindo saúde e fazendo comentários sobre o uso de medicamentos para perda de peso, sem demonstrar pressa para encerrar as perguntas.
Entre na conversa da comunidade