Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mulheres carregam o peso da grave crise de fome no Sudão, diz ONU

Mulheres chefes de família sustentam a maior insegurança alimentar no Sudão, com 21 milhões em fome causada pelo conflito

A Sudanese woman from a community kitchen run by local volunteers distributes meals for people who are affected by conflict and extreme hunger and are out of reach of international aid efforts, in Omdurman, Sudan, August 22, 2024. REUTERS/Mazin Alrasheed/File Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • As mulheres são as mais impactadas pela crise humanitária no Sudão, com a maioria das chefes de família sem comida suficiente.
  • Segundo a ONU, famílias chefiadas por mulheres estão três vezes mais vulneráveis à insegurança alimentar, e três quartos dessas casas reclamam não ter o suficiente para comer.
  • A fome passa a ter maior direcionamento de gênero, agravada pelo conflito que já completa mil dias.
  • Al-Fashir e Kadugli enfrentam fome, e mais de cem mil pessoas já fugiram de Al-Fashir desde a tomada pela Força de Apoio Rápido (RSF).
  • Organizações da ONU, incluindo OCHA, pedem ação internacional imediata e buscam acordo com os Estados Unidos para receber parte dos dois bilhões de dólares em ajuda; mais de vinte e um milhões estão com insegurança alimentar aguda e 34 milhões precisam de apoio humanitário.

O Organismo das Nações Unidas advertiu que as mulheres carregam o peso da crise humanitária no Sudão, com a maioria das chefias de família femininas sem alimento suficiente. A informação foi divulgada na sexta-feira, em Genebra.

Segundo Jens Laerke, porta-voz da OCHA, as famílias chefiadas por mulheres agora enfrentam insegurança alimentar em três vezes maior escala, e, em média, 75% relatam a falta de comida. A situação ocorre em meio ao conflito que já dura quase 1.000 dias.

A ONU ressalta que a insegurança alimentar está se tornando mais marcada em gênero, refletindo desigualdades existentes antes do conflito. Além disso, a ONU Mulheres já havia alertado para riscos de violência sexual quando há busca por comida.

A crise afeta especialmente Darfur, onde a cidade de al-Fashir foi tomada por forças paramilitares RSF no fim de outubro. Também há pressão sobre Kadugli, outra cidade sitiada no sul do Sudão, ambas sob risco de fome.

Estima-se que mais de 100 mil pessoas fugiram de al-Fashir desde a tomada da cidade pela RSF, após um cerco de 18 meses. Organizações humanitárias pedem ação internacional imediata para as duas cidades sitiadas.

OCHA informou que busca tornar o Sudão o primeiro país a assinar acordo com os Estados Unidos para receber parte dos 2 bilhões de dólares em ajuda humanitária anunciados no fim de dezembro. O total de pessoas em fome aguda no país supera 21 milhões; 34 milhões precisam de apoio, com metade dessa cifra formada por crianças.

As agências da ONU destacam a necessidade de assistência rápida em al-Fashir e em Kadugli, onde a ajuda humanitária enfrenta dificuldades de acesso. Não há, no momento, atualização sobre visitas futuras à al-Fashir após a entrada de equipes internacionais em dezembro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais