- O Papa Leão XIV afirmou haver grave preocupação com a escalada de tensões no mar do Caribe e ao longo da costa pacífica dos Estados Unidos, especialmente em relação à Venezuela.
- Ele pediu que seja respeitada a vontade do povo venezuelano e que os direitos humanos e civis de todos sejam preservados.
- O pontífice pediu soluções políticas pacíficas que promovam o bem comum dos povos, sem defender interesses partidários.
- O contexto envolve ataques norte-americanos a embarcações venezuelanas e mobilização militar no Caribe desde agosto, com ações também no Pacífico oriental.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados em três de janeiro, em Caracas, em uma operação que ganhou repercussão internacional.
O papa Leão XIV expressou nesta sexta-feira grave preocupação com a escalada de tensões no Caribe e no Pacífico, destacando a necessidade de respeitar a vontade do povo venezuelano. A declaração ocorreu durante audiência com o corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé.
Segundo o pontífice, a elevação das tensões regionais demanda atenção séria, em especial em relação à Venezuela, diante dos recentes acontecimentos. Ele ressaltou a importância de soluções pacíficas que promovam o bem comum.
O Vaticano não detalhou ações futuras, mas enfatizou a proteção dos direitos humanos e civis de todos os cidadãos. Leão XIV pediu diálogo entre as partes e a busca de acordos que evitem o uso da força.
Contexto regional
Conforme dados apresentados, os Estados Unidos mobilizaram contingente militar no Caribe desde agosto, com navios de guerra e ações contra embarcações venezuelanas sob alegações de combate às drogas.
Ao longo do Pacífico oriental, também houve ataques militares sem evidências apresentadas de que as tripulações estivessem envolvidas com tráfico. Autoridades internacionais questionaram a legalidade de essas operações.
De acordo com o relato, Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido detidos em uma operação ocorrida de madrugada em Caracas, gerando repercussão diplomática global. O Vaticano sinalizou abertura a investigações e observação internacional.
O papa afirmou que devem ser buscadas soluções políticas pacíficas, com foco no bem comum dos povos e não em interesses partidários. Ele criticou o uso crescente da força como instrumento de política externa.
A mensagem reiterou a defesa da diplomacia baseada no diálogo e no consenso entre todas as partes, em oposição a estratégias que utilizem a força para impor soluções.
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