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Parlamentar diz que vítimas do acidente Jeju Air teriam sobrevivido sem barreira

Simulação aponta que todos a bordo poderiam ter sobrevivido sem a barreira de concreto na cabeceira da pista; consequências políticas e de responsabilidade seguem

The wreckage of the Jeju Air aircraft that went off the runway and crashed lies at Muan International Airport, in Muan, South Korea, December 30, 2024. REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo
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  • O acidente de dezembro de 2024 envolvendo a Jeju Air, um Boeing 737-800, matou 179 pessoas no aeroporto internacional de Muan, após a aeronave romper a pista e colidir com um obstáculo de antena.
  • Um relatório encomendado pelo governo aponta que todas as pessoas a bordo poderiam ter sobrevivido se não houvesse o monte de concreto no fim da pista.
  • A simulação mostrou que, sem a barreira, o avião teria parado cerca de 770 metros após o impacto inicial.
  • Também afirma que, se a estrutura de apoio fosse diferente (em vez do monte de concreto), a aeronave poderia ter atingido apenas a cerca com ferimentos menores.
  • O documento ainda não é conclusão oficial; a investigação completa segue pendente, o aeroporto continua fechado e as famílias pleiteiam responsabilidade e transparência.

O que aconteceu, quem está envolvido, quando e onde: um voo da Jeju Air, um Boeing 737-800 vindo de Bangkok, fez uma aterrissagem de barriga e ultrapassou a pista do Muan International Airport, em janeiro de 2025. O acidente, ocorrido em dezembro de 2024, deixou 179 mortos; apenas duas assistentes de bordo sobreviveram. A conclusão inicial aponta que a barreira de concreto no fim da pista contribuiu para o desfecho fatal.

Segundo um relatório encomendado pelo governo, o impacto inicial não seria suficientemente grave para causar as mortes sem o obstáculo de concreto. A simulação, realizada por um instituto de engenharia estrutural, indica que, sem a estrutura, a aeronave aparenta ter parado a cerca de 770 metros após tocar a pista. A equipe técnica também afirma que, se o local de navegação fosse apoiado por uma estrutura rompível, em vez do monte de concreto, a aeronave poderia ter cruzado a cerca e sofrido ferimentos menores.

A reportagem cita ainda que o órgão responsável pela obra de Muan não comentou o conteúdo completo do estudo, e a Korea Airports Corp. também disse não poder emitir comentários até a divulgação oficial final. A instituição de investigação não respondeu a pedidos de entrevista. As informações foram divulgadas pela parlamentar Kim Eun-hye, integrante de um comitê especial bipartidário.

Contexto e desdobramentos: famílias das vítimas e a oposição política cobram maior transparência sobre o andamento da apuração. O relatório foca no aspecto estrutural do local, mas ainda não constitui conclusão oficial do acidente. A investigação completa aguarda divulgação pública, com prazo já extrapolado. O aeroporto de Muan permanece fechado e não tem data oficial para reabertura, prevista apenas para abril.

Além disso, o comitê parlamentar instaurou uma nova frente de apuração sobre o acidente e seus desdobramentos, buscando explicações sobre o papel das autoridades na construção e na manutenção da infraestrutura. Parlamentares mencionam negligência governamental que remonta a 1999, ano da construção da estrutura, conforme apontado por um dos participantes.

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