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Petro diz que temeu ser capturado pelos EUA, como Maduro

Petro diz ter temido captura pelos EUA como Maduro; conversa com Trump pode ter amenizado a tensão entre Colômbia e Estados Unidos

Presidente colombiano, Gustavo Petro 23/10/2025 Reuters/Luisa Gonzalez/Proibida reprodução
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse ter temido ser capturado pelos Estados Unidos, assim como aconteceu com Nicolás Maduro.
  • Ele afirmou que a conversa telefônica com o presidente americano, Donald Trump, na quarta-feira pode ter amenizado o clima entre os dois países.
  • Petro contou que Trump disse estar pensando em “fazer coisas ruins” na Colômbia, mencionando a possibilidade de uma operação militar.
  • Após a ligação, o presidente colombiano afirmou que as ameaças se “congelaram”, mas reconheceu a chance de estar equivocado; ele não reforçou a segurança, destacando a defesa baseada no povo.
  • O episódio envolvendo Maduro, sequestrado pelos EUA e levado a Nova York, foi citado por Petro ao falar sobre unidade latino-americana e a necessidade de uma solução política para a Venezuela, com suporte ao diálogo regional.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta sexta-feira 9 que temeu ser capturado pelos Estados Unidos, assim como aconteceu com Nicolás Maduro, líder da Venezuela, no fim de semana anterior. Ele afirmou que a conversa telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, pode ter amenizado a tensão entre os dois países.

Petro referenceou a possibilidade de remoção de governantes que não alinham com determinados interesses e relatou que Trump sinalizou ter planos de ações contra a Colômbia. Segundo o presidente colombiano, a mensagem indicava preparação de uma operação militar.

Após o contato, Petro disse acreditar que as ameaças teriam se estendido, mas reconheceu poder estar enganado. O mandatário afirmou não ter reforçado a segurança interna do país, alegando que a defesa é majoritariamente popular e vista como suficiente diante de um conflito interno.

Contexto venezuelano e reação regional

No último fim de semana, Maduro foi detido pelos EUA e encaminhado a Nova York para julgamento em corte federal. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina.

Petro afirmou manter diálogo recente com a presidente colombiana, a quem descreveu como amiga. A conversa com a líder visa fortalecer a unidade latino-americana e buscar soluções políticas para a Venezuela, sem imposição externa.

O presidente colombiano disse que sua posição sobre a Venezuela se aproxima de propostas norte-americanas, desde que haja diálogo entre as partes. Ele sugeriu que a mediação dos EUA deve facilitar, não impor, um caminho para eleições livres.

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