- Pedro Sánchez condenou rapidamente a intervenção militar dos EUA na Venezuela, chamando-a de precedente perigoso para a ordem internacional.
- Em Paris, durante reunião da coalizão pela Ucrânia, ele defendeu um sistema internacional baseado em regras justas, não na “lei da selva”.
- Também rejeitou a pressão dos EUA sobre a Groenlândia, afirmando que a Espanha não pode aceitar ameaças à integridade territorial de um estado europeu.
- A postura mais firme do premiê é atribuída ao peso de partidos de esquerda na coalizão e ao apoio espanhol a questões como Palestina e Ucrânia.
- O governo tem buscado mediar a crise venezuelana, com interesse de empresas espanholas, apesar de desafios políticos domésticos.
España enfrenta ruptura frontal com EUA ao ponto de confrontar Trump
O primeiro-ministro Pedro Sánchez criticou a intervenção militar americana na Venezuela, chamando-a de precedente perigoso. A fala ocorreu em Paris, durante reunião de apoio à Ucrânia, em meio a críticas a ações dos EUA no exterior.
Sánchez já adotava tom firme com Washington mesmo sem citar o nome do presidente americano. Nesta semana, ele se posicionou rapidamente contra a operação que visava capturar Nicolás Maduro, alinhando-se a países latino-americanos.
O líder espanhol afirmou que a ação viola normas internacionais e estabelece um precedente arriscado, lembrando abusos do passado ligados ao interesse por recursos. Em Paris, ele defendeu um ordem internacional baseada em regras e não na força.
Em resposta, o governo espanhol afirmou que a Espanha defende paz, diplomacia e a ONU. Sánchez destacou que não pode aceitar ameaças à integridade territorial de estados europeus, citando o caso envolvendo a Dinamarca em relação à Groenlândia.
A posição de Sánchez tem raízes políticas internas. A coalizão de governo, que inclui partidos de esquerda, influencia o tom externo de Madrid. O apoio público na Espanha tende a reagir favoravelmente a críticas direccionadas a ações dos EUA.
Mesmo com críticas, a relação entre Espanha e EUA não sofreu descolamento significativo até o momento. Não houve confirmação de medidas punitivas de Washington, apesar de declarações anteriores de Trump sobre possíveis tarifas e pressões econômicas.
Madrid também busca papel de mediadora em crises regionais, inclusive na Venezuela, com interesses de empresas espanholas no setor energético. Cinco presos espanhóis foram liberados de Caracas, recebendo apoio do governo como gesto de justiça.
O momento é especialmente desafiador para o PSOE, com pesquisas apontando dificuldades em eleições regionais. Questões de corrupção envolvendo aliados e denúncias de assédio ocupam o debate político interno, impactando o cenário.
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