- O presidente da Bulgária informou que vai entregar o mandato à coalizão centro-direita GERB-SDS na próxima semana para formar governo.
- A GERB-SDS é o maior grupo parlamentar, com 66 cadeiras em 240, mas é improvável obter apoio suficiente.
- Se não houver maioria, o mandato é entregue ao segundo e depois ao terceiro maior grupo, podendo levar a eleições parlamentares antecipadas.
- O governo anterior, chefiado pelo primeiro-ministro Rosen Zhelyakov, renunciou no mês passado após protestos e um orçamento contestado.
- A Bulgária, membro da União Europeia e da OTAN, busca estabilidade para acelerar fundos da UE, atrair investimentos e combater a corrupção, em meio a sete eleições nos últimos quatro anos.
Rótulo: Bulgaria tenta novo governo após renúncia de coalizão
Rumen Radev, presidente da Bulgária, disse na sexta-feira que apresentará o mandato à coalizão centro-direita GERB-SDS na semana que vem para formar um governo. A coalizão lidera a bancada no parlamento, mas não possui maioria estável.
O governo anterior, capitaneado pelo primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov, renunciou no mês passado após semanas de protestos contra a corrupção e medidas do novo orçamento que elevavam contribuições à seguridade social e alguns tributos. A renúncia ocorreu pouco antes da Bulgária ingressar no euro no início de janeiro.
Com 66 cadeiras de um total de 240, o GERB-SDS é o maior grupo no parlamento, mas é improvável que alcance apoio suficiente para formar uma nova administração. Segundo a constituição, o mandatário passa o poder ao segundo e, se necessário, ao terceiro maior bloco. Caso nenhum grupo obtenha maioria, ocorre eleição antecipada.
Antes da crise, a coalizão GERB-SDS assumiu o controle em janeiro de 2025, após as eleições de outubro de 2024, com negociações e apoio de outras formações no parlamento fragmentado. A Bulgária, a mais pobre da União Europeia, precisa de estabilidade para atrair fundos da UE e impulsionar investimentos.
Contexto político contínuo e incertezas sobre o apoio parlamentar mantêm a Bulgária sem composição estável, em meio a uma série de eleições nos últimos quatro anos. O país é membro da NATO e enfrenta desafios de infraestrutura e corrupção endêmica.
Contexto e próximos passos
O presidente vai definir a sequência de trâmites para o mandato. A coalizão GERB-SDS permanece como o bloco com maior representação, mas a viabilidade de construção de maioria parlamentar continua incerta. A hipótese de eleições rápidas permanece entre avaliação de analistas.
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