- O presidente dos Estados Unidos anunciou a saída do Comitê Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), além de deixar de participar de fóruns globais de clima.
- Analistas dizem que a medida não altera, no curto prazo, as tendências científicas nem o impulso econômico da transição para energias de baixo carbono, hoje mais valorizadas do que os combustíveis fósseis.
- A Comissão de Clima da ONU e especialistas estimam que os impactos para os EUA serão negativos, com energia mais cara, menos prosperidade e maior vulnerabilidade a desastres climáticos.
- Investimento global em energias de baixo carbono supera, em mais de duas vezes, o gasto com fósseis, e a participação de renováveis na nova capacidade de geração tem crescido.
- Observadores apontam que países do Sul Global devem seguir avançando com justiça climática e investimento em energia limpa, independentemente da posição dos EUA.
Donald Trump anunciou a saída dos Estados Unidos do UNFCCC, marco que também implica deixar oIPCC, órgão líder de ciência climática global. A decisão ocorre em um momento de aquecimento acelerado, elevação do nível do mar e aumento de desastres climáticos mundialmente.
A medida, descrita pelo governo como válida dentro da lei, retira o país da participação no encontro anual das partes e remove o veto sobre o resumo para formuladores de políticas do IPCC. Institui, assim, o afastamento oficial de tratados climáticos multilaterais sob a bandeira norte-americana.
Especialistas consideram a ação um golpe para a credibilidade internacional dos EUA, porém ressaltam que efeitos imediatos sobre a economia verde globais devem ser limitados no curto prazo. Investimento em energia de baixo carbono já supera US$ 2 trilhões por ano, duplicando o gasto com fósseis.
Para analistas, a saída pode estimular deslocamentos de investimentos, favorecendo parceiros de mercados emergentes com maior dinamismo em energia limpa. China e países do sul global aparecem como referências de continuidade nessa transição, independentemente de ações americanas.
Apenas um cenário de reentrada permanece disponível, mas requer apoio de dois terços do Senado. Enquanto isso, governos estrangeiros seguem firmes em metas de redução de emissões, mantendo contratos e projetos já em andamento. O quadro científico, segundo especialistas, não é revertido pela decisão americana.
Nos Estados Unidos, a retirada pode impactar políticas públicas, energia, transporte e seguros, segundo observadores. Eventos climáticos extremos seguem se intensificando e elevando custos para famílias e empresas, ainda sem sinal de interrupção na tendência global de descarbonização.
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