- Trump disse, em reunião no Salão Oval com executivos de petróleo e gás, que os EUA vão agir em relação a Groenlândia “quer eles queiram ou não”.
- O presidente afirmou que, se não tomarem medidas, Rússia ou China vão assumir o controle, e que haverá “ou da forma boa ou da forma mais difícil”.
- A ideia é rejeitada por Dinamarca e Groenlândia, com a premiê dinamarquesa advertindo que um ataque dos EUA significaria o fim da OTAN; Trump mantém posição de apoio à aliança.
- Pesquisas indicam que 85% dos groenlandeses não querem se tornar parte dos EUA, e apenas 7% dos americanos apoiam uma invasão militar da região.
- Além de Groenlândia, Trump avisou que os EUA agirão contra o regime iraniano se houver violenta repressão aos protestos, prometendo agir com contundência.
Donald Trump reiterou nesta sexta-feira, em uma reunião no Salão Oval com executivos do setor de petróleo e gás, que os Estados Unidos pretendem agir em relação a Groenlândia, apesar da oposição de Dinamarca e Groenlândia. Segundo a presidência, a decisão seria tomada independentemente da opinião das partes envolvidas.
A fala ocorreu em meio a tensões entre Washington e aliados da Otan sobre a possibilidade de controle norte-americano do território ártico, que possui autonomia considerável. Autoridades dinamarquesas já classificaram qualquer ação como inaceitável, destacando o impacto para a segurança regional.
Segundo o governo, o presidente afirmou que a região não deve ficar sob influência de rivais internacionais e indicou que os próximos passos podem ocorrer de formas diversas, dependendo das circunstâncias. A Casa Branca não detalhou planos específicos ou cronogramas.
Entidades envolvidas e contexto
O governo de Groenlândia e o governo dinamarquês resistem à ideia de uma anexação ou controle militar dos EUA. Pesquisas de opinião indicam rejeição majoritária entre os moradores locais a qualquer cenário de mudança de soberania.
Políticos e analistas instaram para que a cooperação internacional seja mantida, enfatizando a importância de soluções diplomáticas para a região, especialmente diante de interesses energéticos na região ártica.
Outros pontos tratados na fala
Além do tema groenlandês, Trump mencionou possíveis ações contra o regime iraniano caso haja violência contra manifestantes. Autoridades norte-americanas não detalharam operações previstas, mantendo o discurso em tom de firmeza com relação a ações externas.
Fontes próximas à reunião destacam que o tom foi de alerta, sem compromissos formais anunciados naquele momento. A imprensa internacional observa o movimento como parte de uma postura mais assertiva da administração em assuntos estratégicos de segurança global.
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