- O Ministério das Relações Exteriores da Polônia convocou o embaixador da Hungria após Budapeste conceder asilo a dois cidadãos poloneses não identificados.
- O porta-voz do ministério polonês, Maciej Wewior, afirmou que Varsóvia apresentará objeção formal à decisão.
- Não houve identificação dos dois poloneses nem explicação oficial sobre o motivo do asilo.
- Em dois mil e vinte e quatro, a Hungria já tinha concedido asilo a Marcin Romanowski, ex‑vice‑ministro da Justiça do governo do Partido Lei e Justiça (PiS).
- As tensões entre Hungria e Polônia se intensificam após a mudança de governo em Varsóvia, com críticas de perseguimento de opositores políticos por Budapeste.
O Ministério das Relações Exteriores da Polônia convocou o embaixador da Hungria para manifestar objeção à decisão de Budapeste de conceder asylum a dois cidadãos poloneses, cuja identidade não havia sido divulgada. A autoridade polonesa informou a imprensa na sexta-feira.
A nota do governo húngaro não detalha os motivos para o recebimento de proteção a esses dois cidadãos. Em resposta, o porta-voz polonês Maciej Wewior afirmou que Varsóvia comunicaria a posição de objeção ao embaixador. Não houve comentário imediato do governo húngaro.
A Hungria já havia concedido asilo, em 2024, a Marcin Romanowski, ex-deputado do Ministério da Justiça do PiS, alvo de acusações de uso indevido de recursos públicos. Romanowski nega as irregularidades.
Em novembro, o ex-ministro da Justiça Zbigniew Ziobro permaneceu em Budapeste após a Câmara dos Representantes polonesa votar pela retirada de sua imunidade, para enfrentar acusações ligadas a recursos públicos. A imprensa local está acompanhando especulações sobre novas candidaturas de asilo.
As relações entre Hungria e Polônia se deterioraram desde que Donald Tusk assumiu o governo em Varsóvia, em 2023, com uma postura mais firme de responsabilizar figuras do PiS. Budapeste sustenta que Varsóvia persegue opositores políticos.
Antes aliado próximo, o premiê húngaro Viktor Orban mantém distância de Moscou desde a invasão da Ucrânia, o que já tensionava as relações com Varsóvia, ainda antes do fim do governo PiS. A conjuntura atual é marcada por disputas diplomáticas entre os dois países.
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