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Exército iraniano promete proteger patrimônio público em meio a protestos

O Exército iraniano promete proteger infraestrutura estratégica e patrimônio público diante de protestos que se espalham pelo país

Protesters gather as vehicles burn, amid evolving anti-government unrest, in Tehran, Iran, in this screen grab obtained from a social media video released on January 9, 2026. Social Media/via REUTERS/File Photo
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  • O Exército iraniano afirmou que protegerá infraestrutura estratégica e bens públicos e pediu aos iranianos para conter “os planos do inimigo”.
  • Os protestos, iniciados pela inflação, se espalharam pelo país há cerca de duas semanas, tornando-se também político, com pedidos de queda do governo clerical.
  • Houve novo apagão de internet e relatos de uso de fogo pelos Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) em algumas áreas, segundo testemunhas.
  • A organização de direitos humanos HRANA registrou 65 mortes até 9 de janeiro (50 manifestantes, 15 membros de forças de segurança) e Hengaw reportou mais de 2.500 prisões nos últimos quinze dias.
  • Reza Pahlavi, em X, pediu preparação para tomada de centros urbanos e convocou trabalhadores de setores-chave para uma greve nacional; o ex-presidente Donald Trump manteve avisos sobre apoio aos protestos.

O Exército iraniano afirmou neste sábado que protegerá infraestrutura estratégica e propriedades públicas, convocando a população a impedir planos do que chamou de inimigo. A medida ocorre em meio aos maiores protestos dos últimos anos no país.

O comunicado militar foi divulgado após o aumento de tensões com o exterior, com o presidente dos EUA, Donald Trump, fazendo novas declarações de apoio aos manifestantes. Autoridades iranianas também acusaram Israel e grupos terroristas de tentar desestabilizar o país.

As autoridades continuaram a restringir o acesso à internet. Um morador da região oeste do Irã afirmou que os Guarda Revolucionários (IRGC) estariam mobilizados e abrindo fogo na área, sob proteção de segurança.

Tanto o Exército quanto o IRGC atuam sob comando do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, com ordens para manter a segurança interna durante as manifestações que já percorrem várias cidades.

Em Karaj, a oeste de Teerã, um prédio municipal foi incendiado segundo a imprensa estatal, que atribuiu o ato a manifestantes. A cobertura também mostrou funeral de membros das forças de segurança.

Fontes oficiais indicaram que parte do apoio às operações vem da imprensa de estado, que divulgou dados de mortes entre manifestantes e agentes de segurança, além de informações sobre detenções.

Entidades de direitos humanos registraram pelo menos 65 mortos até 9 de janeiro: 50 manifestantes e 15 integrantes das forças de segurança. A organização Hengaw, com sede na Noruega, informou mais de 2.500 detenções nos últimos 15 dias.

O retorno de uma figura exilada ganhou destaque nas redes sociais. Reza Pahlavi pediu a preparação para ocupar centros urbanos e convocou trabalhadores de setores-chave para uma greve nacional, em meio a apelos de apoio internacional.

Na noite de sexta, o líder supremo condenou ações que chamou de ataque a propriedades públicas, afirmando que não toleraria atos de estrangeiros ou de supostos mercenários. O material de transmissão estatal reforçou a narrativa de que a oposição atua com apoio externo.

Na sexta-feira, oficiais do IRGC relatavam baixas entre seusquadros em confrontos com chamados “rioters armados”, em regiões como Gachsaran, no sudoeste, enquanto outros casos de violência foram reportados em Hamadan e Shushtar.

Especialistas apontam que as manifestações migraram de reivindicações econômicas para pedidos políticos, colocando em xeque a legitimidade do regime clerical diante de um ambiente econômico desfavorável e de sanções internacionais.

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