- A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que proteger a segurança do país é “linha vermelha” e prometeu defender a propriedade pública.
- O Irã vive protestos há cerca de duas semanas, com ao menos 65 mortos e mais de 2.300 presos, e a internet continua bloqueada.
- Um prédio municipal foi incendiado em Karaj; funerais de membros das forças de segurança foram mostrados pela TV estatal em Shiraz, Qom e Hamedan.
- Autoridades acusam os Estados Unidos e Israel de fomentarem os distúrbios; grupos de direitos humanos registram dezenas de mortes de manifestantes.
- As Forças Armadas disseram que irão proteger os interesses nacionais, a infraestrutura estratégica e os bens públicos, enquanto o regime tenta conter as protestas generalizadas.
A Guarda Revolucionária do Irã informou neste sábado que a proteção da segurança do país é uma linha vermelha que não pode ser ultrapassada. Os militares prometeram defender a propriedade pública diante dos protestos que se intensificaram nos últimos dias.
As manifestações contra o atual regime continuam, com o país enfrentando uma onda de protestos que já dura duas semanas. A HRANA, organização de direitos humanos, aponta ao menos 65 mortos e mais de 2.300 detenções em todo o Irã.
Outros órgãos indicaram que a violência persiste durante a noite. A imprensa estatal relatou a queima de um prédio municipal em Karaj, perto de Teerã, atribuindo o hecho a manifestantes violentos.
A tv estatal mostrou imagens de funerais de membros das forças de segurança supostamente mortos em cidades como Shiraz, Qom e Hamedan. A cobertura reforça o peso das ações de repressão.
O movimento começou por questões econômicas, como inflação, mas ganhou contornos políticos, com demandas pelo fim do regime islâmico. As autoridades acusam potências estrangeiras de fomentarem os distúrbios.
As autoridades anunciaram novo bloqueio de internet, ampliando restrições comunicacionais no país. O objetivo é controlar a circulação de informações durante os protestos.
Testemunha ouvida no oeste do Irã relatou que a Guarda Revolucionária Islâmica abriu fogo na área em que se encontrava, mantendo discrição por motivos de segurança.
Em nota transmitida pela TV estatal, a IRGC afirmou ter combatido supostos terroristas que teriam atacado bases militares e policiais, resultando em mortes de civis e agentes. Alega-se defesa das conquistas da Revolução de 1979.
As Forças Armadas, embora atuem sob comando do Líder Supremo, mantêm posição separada da IRGC. Em comunicado, prometeram proteger a infraestrutura estratégica, o patrimônio público e os interesses nacionais.
O regime continua a cobrar responsabilidade por incidentes de violência. As autoridades atribuem os ataques a grupos extremistas e negam falhas de governança. Proteção da segurança é apresentada como prioridade oficial.
Paralelamente, a circulação internacional de notícias sobre o tema segue sob censura parcial. Grupos de direitos humanos registram números reais de mortos e prisões, que ainda não puderem ser confirmados de forma independente.
Contexto e desdobramentos
O governo iraniano tem sustentado que as ações visam restaurar a ordem e impedir danos à sociedade. Trabalhadores, estudantes e setores urbanos aparecem entre os mais ativos nas ruas.
Perspectivas internacionais
Líderes de potências estrangeiras comentaram o tema, com declarações que variam entre apoio ao povo iraniano e pedidos de contenção. A comunidade internacional acompanha o desenrolar dos acontecimentos.
Entre na conversa da comunidade