- Protestos anti-governo continuam em várias cidades do Irã, com vídeos de Teerã e Mashhad e cânticos contra o líder supremo Ali Khamenei.
- Autoridades impuseram corte de internet e de linhas móveis, dificultando a verificação independente dos números de vítimas e detenções.
- Relatos de testemunhas e de grupos de direitos humanos indicam uso de força policial, com várias pessoas mortas e dezenas de detidas; estimativas variam entre fontes verificadas.
- A Human Rights Activist News Agency informou pelo menos 65 mortos e mais de 2.300 detidos até o momento.
- A Nobel da paz Shirin Ebadi alertou sobre a possibilidade de um “massacre” sob o blackout, apontando ferimentos oculares entre os protestos em Teerã.
O movimento de protesto no Irã ganhou contornos de crise após uma repressão policial cada vez mais dura, com relatos de mortes, detenções em massa e uso de força letal. As manifestações, iniciadas há mais de uma semana, atingiram diversas cidades, incluindo Teerã e Mashhad. O governo atribui os protestos a infiltrados e a pressões externas.
A repressão ocorreu sob um corte de internet imposto pelas autoridades na quinta-feira, dificultando a verificação independente dos fatos. Vídeos que chegaram ao exterior mostram multidões nas ruas de Teerã, com cânticos contrários ao líder supremo e à estrutura estatal. Em Mashhad, manifestações intensas ocorreram perto de incêndios nas vias públicas.
Fontes próximas aos protestos relatam tiros em ritmo significativo, com números de mortes ainda não confirmados de forma independente. Ativistas de direitos humanos disseram que centenas de pessoas permaneceram detidas, e famílias buscaram por familiares em hospitais, onde houve relatos de ferimentos oculares entre manifestantes.
O eixo do conflito se desloca entre a crítica econômica e a contestação política. O presidente do Irã pediu apoio à ordem pública e as Forças Armadas reafirmaram a prioridade da proteção da segurança nacional. O governo separou manifestantes considerados legítimos de supostos vândalos, segundo a narrativa oficial.
Preocupação internacional aumentou diante de relatos de violência. Organizações de direitos humanos indicaram dificuldades de verificação e observaram padrões de uso excessivo da força. Observadores apontam que o contexto de tensões regionais pode ampliar a vulnerabilidade das autoridades frente aos protestos.
Nomes de destaque no exílio, como o príncipe Reza Pahlavi, fizeram apelos para novas manifestações durante o fim de semana, buscando ampliar a mobilização. Há relatos de apoio popular aos demais líderes oposicionistas, com símbolos históricos populares entre manifestantes.
A cobertura global permanece desafiada pela interrupção de serviços de comunicação. Grupos de direitos humanos afirmam que a catálise entre brutalidade policial e limites tecnológicos dificulta a documentação adequada das violações. Organismos internacionais pedem contenção e respeito aos direitos humanos.
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