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Protestos no Irã aumentam a pressão sobre o regime

Protestos em mais de cem cidades desafiam a teocracia iraniana; internet cortada agrava isolamento e aumenta a pressão sobre o regime

Bandeira do Irã
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  • Protestos antigoverno ocorrem há quase duas semanas em mais de 100 cidades, começando nos bazares de Teerã e se espalhando pelo Irã.
  • O governo cortou internet e linhas telefônicas na quinta-feira, tornando o país quase isolado do mundo.
  • Organizações de direitos humanos dizem que passam de 500 mortes e cerca de 10.600 pessoas foram presas desde o início dos protestos.
  • Polícia e forças de segurança também sofrem ataques, com 950 policiais e 60 militares da Basij feridos nos confrontos.
  • No âmbito político, o líder supremo Ali Khamenei cobra repressão aos protestos; o exilado Reza Pahlavi apoia ações coordenadas, e o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã caso haja violência contra manifestantes.

Protestos antigoverno se espalham pelo Irã há quase duas semanas, começando nos bazares de Teerã e ganhando força em mais de 100 cidades. A onda de indignação atinge inflação elevada, escassez de produtos básicos e medidas econômicas abruptas que afetam o dia a dia da população.

Autoridades cortaram internet e serviços de telefonia na quinta-feira, 8, ampliando o isolamento do país. Organizações de direitos humanos apontam que mais de 500 pessoas morreram e cerca de 10.600 foram presas desde o início dos protestos. O governo nega números oficiais, destacando confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Desencadeamento econômico e político

Os protestos começaram nos bazares de Teerã como reação à inflação, que atingiu produtos como óleo de cozinha e frango. A suspensão de um programa de dólares para importadores agravou a pressão sobre lojistas, elevando preços e provocando fechamentos.

O governo tentou conter a mobilização com transferências diretas de cerca de 7 dólares por mês, sem sucesso em frear a insatisfação geral. Manifestantes também criticam o regime e pedem mudanças extensas, com sinais de apoio a narrativas monárquicas em alguns vídeos.

Contexto institucional e perspectivas

O Irã permanece sob regime teocrático, com o aiatolá Ali Khamenei mantendo controle sobre as grandes áreas do Estado. O presidente Abdulnasser Pezeshkian, eleito em 2024, escreve políticas que visam reduzir a intervenção estatal, mas seus poderes são limitados diante do líder supremo.

A atuação da Guarda Revolucionária Islâmica foi anunciada como linha vermelha, com promessas de retaliação caso a estabilidade do governo seja ameaçada. Em meio ao clima tenso, movimentos pró-monarquia ganham espaço, embora a adesão seja desigual.

Olhares internacionais

A comunidade internacional acompanha com cautela, destacando riscos de escalada regional. A CNN e outras agências reportam que confrontos resultaram em ferimentos entre policiais e manifestantes, com relatos conflitantes sobre números de mortos e prisões. Fontes oficiais iranianas às vezes divulgam dados isolados.

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