- Trump fará um “cálculo estratégico” sobre como os EUA vão agir diante dos protestos no Irã, com a possibilidade de intervenção direta não descartada, segundo a analista Nathalie Hoff.
- Hoff aponta que Israel se prepara para novas agressões ao Irã e os EUA estariam cientes e dispostos a apoiar, sem se envolver em larga escala.
- No Irã, médicos dizem que hospitalizações por feridos estão ocorrendo no 13º dia de protestos, o maior movimento em mais de três anos contra o governo.
- A Iran Human Rights Go aponta ao menos 51 manifestantes mortos; a BBC Persian confirmou a fala de famílias de algumas vítimas.
- O Irã responsabiliza os EUA pela transformação dos protestos em atos violentos; Trump afirmou que o Irã está em “sérios apuros” e que podem começar a atirar.
No 13º dia de protestos no Irã, autoridades defendem que a oposição busca gerar instabilidade. O governo afirma que o movimento é alimentado por fatores externos e por ações de vândalos, enquanto a população enfrenta dificuldades econômicas agravadas por sanções.
Analistas ressaltam que o Executivo iraniano reage com endurecimento. Em meio à repressão, cresce o clamor por mudanças estruturais. A situação alimenta dúvidas sobre o futuro político do país e a possibilidade de negociações internacionais.
A Casa Branca indicou que Trump fará um “cálculo estratégico” sobre a resposta americana, sem descartar intervenção direta. A professora Nathalie Hoff afirma que ainda não é possível prever o desfecho, mas que a intervenção é uma possibilidade considerada.
Israel também prepara ações diante da escalada, com apoio indireto dos EUA. Hoff aponta que o histórico de intervenções no Oriente Médio pesa nas decisões atuais, que buscam um equilíbrio entre resposta rápida e evitar confrontos de larga escala.
O Irã acusa Washington e seus aliados de fomentar a violência para derrubar o regime. Uma análise aponta que a pressão interna se ampliou após impactos econômicos, com inflação alta e desvalorização da moeda local.
Segundo Hoff, o regime tem reagido com maior endurecimento, tentando conter as manifestações e manter a legitimidade diante de críticas por déficits econômicos e corrupção. O movimento começou com temas econômicos, ganhando propósitos políticos.
- O Irã está sob censura de informações externas desde a madrugada de hoje, o que dificulta confirmar locais de confrontos ou feridos com precisão. Diversas fontes internacionais destacam a gravidade da crise, sem consenso sobre números.
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