- Entre 2019 e 2024, o Brasil reconheceu refugiados: total de 164 mil, sendo venezuelanos 148 mil casos (a maior parte do contingente).
- Em 2020 foram 26.577 refugiados reconhecidos, 96% venezuelanos; em 2021, 3.086 reconhecimentos, 77% venezuelanos; em 2022, 5.795 reconhecimentos, 78% venezuelanos; em 2023, 77.193 reconhecimentos, 97% venezuelanos; em 2024, 13.632 reconhecimentos, 93% venezuelanos.
- Em 2025, constam 8.063 pedidos de refugiado, dos quais 7.228 são venezuelanos.
- O Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que o número de venezuelanos residentes no Brasil saiu de 2.869, em 2010, para 271.514, em 2022.
- A crise recente na Venezuela e eventos internacionais em 2026 levaram o governo a monitorar possível aumento no fluxo migratório, especialmente em Roraima.
O Brasil concedeu status de refugiado a 164 mil pessoas entre 2019 e 2024, segundo o Conare. Deste total, venezuelanos representam 148 mil casos, consolidando o grupo como o mais reconhecido no país.
Entre 2020 e 2024, o predomínio venezuelano foi persistente: 96% dos reconhecimentos em 2020, 77% em 2021, 78% em 2022, 97% em 2023 e 93% em 2024. Em 2025, a participação foi de 89%.
A população venezuelana residente no Brasil cresceu de 2.869 em 2010 para 271.514 em 2022, segundo o IBGE. Esse salto fez dos venezuelanos a principal nacionalidade estrangeira no país, superando portugueses.
Contexto histórico
O aumento histórico reflete mudanças migratórias de longo prazo, com o fluxo intensificado por crises na Venezuela. Dados oficiais mostram a relevância do grupo nas estatísticas de refugiados registradas pelo Conare.
Cenário recente e perspectiva
A crise político-militar na Venezuela teve efeitos sobre o fluxo migratório. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça monitorou possível aumento de chegadas, especialmente em Roraima, rota de entrada tradicional.
Regras para reconhecimento
Para ser reconhecido, é preciso comprovar medo de perseguição por fatores como raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas. Também é exigido demonstrar que houve grave violação de direitos humanos no país de origem.
O processo é conduzido pelo CONARE, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com avaliação de documentos, entrevistas e decisão final sobre concessão do status.
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