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Forças sírias expulsam curdos enquanto EUA atacam EI

Tensão em Aleppo aumenta após a detenção de 300 curdos e a evacuação de mais de 400 combatentes, enquanto EUA atacam alvos do ISIS

Syrian government forces stand guard over buses containing Kurds to be transported to Syria’s north-east on Saturday.
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  • Aproximadamente 360 combatentes curdos e 60 feridos foram enviados de ônibus para a zone curda no nordeste, após confrontos em Aleppo.
  • Mais de 300 curdos foram detidos pela cidade de Aleppo, segundo o Ministério do Interior sírio.
  • O Exército sírio, com apoio de forças aliadas, retomou o controle de bairros kurdos em Aleppo, incluindo Sheikh Maqsoud e Ashrafiyeh.
  • Estima-se que 155 mil pessoas tenham fugido de suas casas devido aos combates; pelo menos 21 civis morreram.
  • Os Estados Unidos e aliados realizaram ataques em grande escala contra o Estado Islâmico em Síria, como resposta ao ataque em Palmyra.

As forças sírias detiveram 300 curdos e evacuaram mais de 400 combatentes curdos após confrontos em Alepo, informou o Ministério do Interior. Ao mesmo tempo, ataques de EUA e aliados atingiram alvos do Estado Islâmico, em operação descrita como de grande escala.

Segundo autoridade citada pela AFP, cerca de 360 combatentes curdos e 60 feridos foram transportados de Sheikh Maqsoud, o último reduto curdo em Alepo, para a região semiautônoma curda no nordeste. Outras 300 pessoas, entre membros das forças de segurança internas curdas, teriam sido detidas.

As forças lideradas pelos curdos, colaborando com a Síria Democrática (SDF), disseram ter concordado com um cessar-fogo para se retirar de Alepo após dias de combate. A cidade abrigava bolsões controlados por curdos desde o início do conflito sírio.

Os combates em Alepo ocorreram após negociações para integrar os curdos ao novo governo sírio serem interrompidas. A ofensiva intensificou tensões entre o governo central e as forças curdas, que administram áreas extensas no norte e nordeste do país.

Paralelamente, Washington informou que as forças americanas e aliadas realizaram ataques de grande escala contra posições do Estado Islâmico na Síria, em resposta ao ataque de Palmyra de 13 de dezembro, que matou dois militares norte-americanos e um intérprete. A operação Hawkeye Strike foi apresentada como reação direta a esse ataque.

O Exército jordaniano afirmou ter participado das ações, em coordenação com parceiros da coalizão internacional, com o objetivo de neutralizar capacidades de grupos terroristas e impedir sua reorganização. A região de Palmyra abriga ruínas históricas e já foi controlada por jihadistas.

Em Alepo, o governo sírio também informou ter concluído operações em Ashrafiyeh, outro bairro curdo sob controle de forças adversárias. A televisão estatal enfatizou que as últimas forças lideradas pela SDF deixaram Alepo após o acordo de cessar-fogo para as evacuações.

De acordo com a SANA, agência oficial, ônibus transportando a última remessa de membros da SDF seguia para o nordeste. A agência estatal informou que o cessar-fogo permitiu a evacuação de martirizados, feridos e civis retidos, além dos combatentes de Ashrafiyeh e Sheikh Maqsoud.

A SDF destacou, em nota, que o cessar-fogo foi alcançado com mediação de partes internacionais, para interromper ataques e violações contra a população de Alepo. Estados Unidos e União Europeia defenderam o retorno ao diálogo político.

O embaixador norte-americano Tom Barrack afirmou ter mantido encontro com o líder sírio em Damasco e pediu máxima contenção de todas as partes, bem como a retomada do diálogo. A Casa Branca sinalizou disponibilidade de mediação pela equipe de Marco Rubio.

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