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Irã promete retaliar caso EUA ataquem, em meio a protestos

Teerã ameaça retaliar bases e navios dos EUA e de Israel em caso de ataque americano, enquanto protestos se ampliam e balanço de mortos aumentaల

Smoke rises as protesters gather amid evolving anti-government unrest at Vakilabad highway in Mashhad, Razavi Khorasan province, Iran, released on January 10, 2026, in this social media video.
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  • O Irã avisou que atacará Israel e bases militares dos Estados Unidos em caso de ataques dos EUA ao país.
  • Trump disse estar “pronto para ajudar” e que os EUA poderiam intervir, conforme declarações recentes.
  • O presidente da Assembleia iraniana, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que, em caso de ataque, Israel e bases e navios dos EUA seriam alvos legítimos.
  • O número de mortos nas protests aumentou para 116, segundo a HRANA; o levante começou por causa da inflação e se espalhou pelo país.
  • Israel está em alerta máximo, segundo três fontes israelenses; houve blackout na internet no Irã e o governo não comentou oficialmente.

O Irã avisou neste domingo que atacará alvos de Israel e bases militares dos Estados Unidos caso haja ataques norte-americanos ao país. O aviso ocorreu enquanto veículos de informações de Israel indicavam que o país está em alerta máximo frente a uma possível intervenção dos EUA. O pronunciamento foi feito em meio a protestos de origem econômica que se ampliaram para críticas ao establishment.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia sinalizado repetidamente a disposição de intervir, destacando estar pronto para ajudar. Em resposta, o porta-voz do governo israelense não comentou oficialmente o tema. Autoridades iranianas destacaram que eventos no território iraniano não devem ser vistos como provocação.

O presidente da Assembleia Nacional iraniana, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em discurso que qualquer ataque ao Irã terá como alvo também territórios ocupados e bases dos EUA. Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária, ressaltou que essa reação seria legítima.

Contexto e números de mortos

Autoridades intensificaram ações para conter os protestos, que se espalham pelo país desde 28 de dezembro. Um grupo de direitos com sede nos EUA, HRANA, aponta 116 mortos, entre manifestantes e membros das forças de segurança. Milhares de pessoas participaram de atos.

Os protestos começaram por inflação elevada e se direcionaram contra o establishment clerical que governa desde a Revolução de 1979. O governo atribui a instigação a Washington e a Tel Aviv, o que tem sido negado pelas autoridades americanas e israelenses.

Desdobramentos internos e tecnológicos

Três fontes israelenses relataram que o país está em estado de alerta, sem detalhar medidas. O governo de Israel não forneceu comentários oficiais sobre o tema. A rede de internet no Irã ficou reduzida a cerca de 1% do normal, segundo o monitoramento de NetBlocks, complicando a verificação de informações.

Imagens postadas em redes sociais mostraram multidões em Teerã, em bairros como Punak, durante a noite, com trilhas sonoras de protesto. A Reuters verificou a localização das imagens. A transmissão estatal mostrou funerais de membros das forças de segurança em cidades do oeste e centro do país.

Reações regionais e políticas

A Guarda Revolucionária acusou supostos “terroristas” de ataques a instalações de segurança no fim de semana. O chefe de polícia, Ahmad-Reza Radan, afirmou que as forças de segurança intensificaram ações para enfrentar os agressores. Não foi informado o número de mortos entre as forças.

A mídia estatal divulgou informações sobre enterros de membros das forças de segurança em Isfahan e outras cidades. Também houve relatos de incêndio em uma mesquita de Mashhad em decorrência de confrontos.

Perspectivas internacionais

Um alto funcionário de inteligência dos EUA descreveu a situação como um “jogo de resistência”, com a oposição tentando manter pressão até que figuras-chave do governo possam fugir ou mudar de lado. As potências regionais mantêm cautela, sem confirmar planos de intervenção direta.

Em diálogo entre líderes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiram a possibilidade de intervenção, segundo uma fonte israelense. Autoridades americanas não detalharam o conteúdo da conversa.

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