- Grupo de direitos humanos HRANA informou que as mortes em protestos no Irã chegaram a mais de 500, sendo 490 manifestantes e 48 membros da equipe de segurança, com mais de 10.600 pessoas presas em duas semanas.
- O Irã não divulgou número oficial e a Reuters não verificou os dados de forma independente.
- Os protestos começaram em 28 de dezembro, inicialmente por aumento de preços, e se expandiram contra o governo clerical.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pode intervir se houver morte de manifestantes; autoridades devem apresentar opções, incluindo ataques, sanções e apoio online a fontes antigovernamentais, segundo o Wall Street Journal.
- O presidente do Parlamento iraniano advertiu que, em caso de ataque, alvos dos EUA e de Israel, como bases e navios, serão considerados alvos legítimos.
O Irã viveu mais de duas semanas de protestos que já resultaram em números não verificados por autoridades. Segundo HRANA, grupo de direitos humanos, mais de 500 pessoas morreram, com 490 manifestantes e 48 membros de equipes de segurança entre as vítimas.
A organização HRANA, com base nos EUA, afirma ainda que houve mais de 10 mil detidos durante as duas semanas de agitação. Não há confirmação oficial do governo iraniano sobre os mortos, e a Reuters não validou os dados de forma independente.
Trump indicou que os EUA devem considerar intervenções se houver mortes durante as manifestações. O Wall Street Journal citou que o presidente será informado, nesta semana, sobre opções diversas, incluindo ataques, ciberataques e novas sanções.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu Washington sobre um possível “erro de cálculo”. Ele afirmou que, em caso de ataque, alvos dos EUA e territórios ocupados (Israel) seriam respondidos.
Desde 28 de dezembro, as marchas começaram por alta de preços e se intensificaram contra o governo clerical que governa desde 1979. As autoridades iranianas acusam EUA e Israel de fomentarem a violência.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que inimigos do Irã planejam desestabilizar o país, apontando ataques a mesquitas, bancos e propriedades públicas. Ele pediu à população que não envolvesse crianças na violência.
Contexto internacional e resposta
Analistas destacam que as tensões envolvendo Irã e potências ocidentais se ampliam com ameaças de intervenção militar. Especialistas ressaltam a dificuldade de verificação de números oficiais em meio aos confrontos.
Perspectivas locais
Grupos de direitos humanos trabalham para compilar informações de incidentes, enquanto trabalhadores e famílias tentam entender o alcance da repressão. O governo iraniano afirma buscar solução econômica para acalmar o processo protestivo.
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