- Diplomatas nórdicos rejeitaram as alegações de Donald Trump sobre navios russos e chineses perto da Groenlândia, conforme o Financial Times, citando briefing de inteligência da OTAN.
- Não houve sinais de navios ou submarinos russos ou chineses nas proximidades da Groenlândia nos últimos anos, segundo os dois diplomatas citados.
- Reuters não conseguiu verificar de imediato a reportagem; a Casa Branca e a OTAN não responderam a pedidos de comment.
- Um diplomata afirmou que é “aqui não é verdade” que haja navios chineses e russos na área; outro disse que as atividades estariam no lado russo do Ártico.
- Dados de rastreamento de embarcações não mostram presença chinesa ou russa perto da Groenlândia; a assembleia da Groenlândia vai discutir resposta às ameaças dos EUA.
Nordic diplomatas negaram às afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a presença de navios russos e chineses perto da Groenlândia. A Reuters não conseguiu verificar de imediato o relato. Fontes da Financial Times citadas pelo jornal asseguram que não houve sinais recentes dessas embarcações, com acesso a briefings de inteligência da OTAN.
Segundo as informações, não há indícios de navios ou submarinos russos ou chineses circulando ao redor da Groenlândia nos últimos anos. Duas autoridades nórdicas associadas à OTAN teriam confirmado a existência dessas informações, ressaltando que a área fica do lado russo do Ártico.
O contorno da situação também envolve a Dinamarca, cuja posição tem sido de contestação às declarações de Trump. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca avaliou que a imagem de navios chineses dentro do fiorde de Nuuk não condiz com a realidade. Dados de rastreamento de embarcações indicam ausência de presença chinesa ou russa na região.
Verificação de dados e desdobramentos
Dados de rastreamento naval de plataformas como MarineTraffic e LSEG indicam ausência de navios chineses ou russos próximos à Groenlândia. A vinda de Trump para retomar a Greenland, território autônomo do Reino da Dinamarca, intensifica questionamentos sobre a narrativa e as possíveis consequências políticas.
A Greenlandic Assembly informou que deverá adiantar uma reunião para tratar da resposta a possíveis ameaças dos EUA. O debate ganha relevância à luz da preocupação de que a ilha, com cerca de 57 mil habitantes, possa ter o caminho aberto para a independência.
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