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Trump avalia planos de ataque ao Irã, diz imprensa americana

Fontes do governo dizem ao The New York Times e à CNN que Trump avalia opções de ataque ao Irã, com risco de reação interna e repercussões internacionais

Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • Fontes oficiais afirmam que o presidente Donald Trump recebeu opções de inteligência sobre possíveis ataques dos EUA ao Irã, mas ainda não decidiu agir.
  • Segundo o The New York Times, Trump estaria “seriamente” considerando a opção conforme os protestos no Irã se espalham; ele já havia publicado que os EUA estavam prontos para ajudar.
  • Organizações da sociedade civil iranianas no exterior apontam entre 200 e 500 mortos nos protestos, com milhares de prisões; o governo iraniano acusa parte dos manifestantes de serem manipulados pelos EUA e por Israel.
  • A CNN aponta preocupação entre militares próximos a Trump de que um ataque provoque uma reação unindo iranianos contra a intervenção, enquanto há demonstrações de apoio ao governo em ruas do país.
  • Os últimos ataques dos EUA ao Irã ocorreram em junho de 2025, alvejando três instalações nucleares; em setembro, a ONU restabeleceu sanções relacionadas ao programa nuclear do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou planos de ataque ao Irã com base em informações de inteligência recebidas por autoridades norte-americanas. A divulgação ocorreu em reportagens do The New York Times e da CNN, que apontam que Trump recebeu opções, mas ainda não tomou decisão final.

Segundo as informações, Trump estaria considerando a opção de forma séria, especialmente diante de protestos que se espalham pelo Irã. Em rede social de uso conhecido, Trump disse estar pronto para ajudar, sem detalhar ações específicas.

Organizações da sociedade civil iranianas no exterior estimam entre 200 e 500 mortos nos protestos, com milhares de prisões. O governo iraniano acusa parte dos manifestantes de serem manipulados por Estados Unidos e Israel para estimular violência no país.

A CNN informa que militares próximos ao presidente expressaram preocupação com um possível ataque, que poderia unir a população contra uma intervenção externa. Parte significativa dos protestos é contra o regime atual, mas há apoio ao governo em algumas áreas.

A avaliação também considera o risco de o Irã intensificar a repressão interna caso haja movimentação militar dos EUA. Os ataques norte-americanos mais recentes ao Irã ocorreram em junho de 2025, mirando instalações nucleares do país.

Contexto internacional

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, criticou os protestos atribuindo responsabilidade a vândalos e insurgiu que os EUA incentivam os atos. Um conselheiro próximo, Ali Larijani, chamou os incidentes de orquestrados no exterior.

A televisão estatal iraniana exibiu, neste fim de semana, funeral de integrantes das forças de segurança mortos em confrontos. Em Shiraz, o cerimônia contou com grande participação popular.

Em Londres, houve atuação de um manifestante que substituiu a bandeira iraniana por uma antiga do regime monárquico na embaixada, ato de apoio ao movimento. As manifestações ocorrem em um momento de fragilidade econômica e militar do Irã.

A ONU restabeleceu sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano em setembro, ampliando o contexto externo sobre o país. Fontes reforçam que a situação permanece tensa, com desdobramentos diplomáticos em curso. Com informações da AFP.

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