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Trump diz a Cuba para fechar acordo ou enfrentar consequências

Trump pressiona Cuba a fechar acordo sob ameaça de medidas e corta petróleo venezuelano, elevando tensão regional após queda de Maduro

A car driving past the US embassy in Havana.
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a Cuba para “fazê-la um acordo” ou enfrentar consequências, sem detalhar quais seriam, e afirmou que não haverá mais petróleo ou dinheiro venezuelano indo para a ilha.
  • Cuba depende do petróleo venezuelano; dados de fretes mostram que não houve cargas com destino a Cuba desde a captura de Nicolás Maduro, em operações anteriores aos EUA.
  • Trump mencionou que a ilha estaria “pronta para cair” após a queda de Maduro, destacando a crise econômica de Havana.
  • Washington e Caracas trabalham em um acordo de cerca de 2 bilhões de dólares para fornecer até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos EUA, com os recursos em contas supervisionadas pelo Tesouro.
  • Os EUA emitiram alerta de segurança para cidadãos norte-americanos na Venezuela, devido a milícias pró-regime e possíveis bloqueios na circulação, enquanto a Venezuela garante tranquilidade.

Donald Trump afirmou, em rede social, que Cuba deve fechar um acordo ou enfrentar consequências, sem detalhar quais seriam. Ele também disse que não chegaria mais petróleo venezuelano nem dinheiro para a ilha.

O discurso ocorre enquanto a Venezuela, aliada de Havana, passa por um choque político após a derrubada do líder Nicolás Maduro. Dados de frete indicam que, desde a prisão de Maduro, não houve cargueiros venezuelanos com destino a Cuba.

Trump afirmou, ainda, que a relação de Cuba com a Venezuela seria recalibrada, citando a crise econômica de Havana. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano recriminou a ação dos EUA e manteve o direito de importar combustível de outros países.

Paralelamente, autoridades venezuelanas pediram que cidadãos dos EUA deixassem o país, diante de relatos de milícias pró-regime organizando bloqueios e checagens de veículos. O Departamento de Estado emitiu alerta de viagem para Venezuela.

Entre reações, legisladores republicanos elogiaram o tom de Trump. O governo de Caracas e Washington avaliam um acordo de venda de óleo venezuelano, com trilha de até 50 milhões de barris, em condições ainda sob negociação.

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