- A polícia britânica recomendou que Paramjeet Singh Pamma instale câmeras de segurança em casa e reforce as portas por causa de ameaças de elementos nacionalistas hindus.
- Pamma disse ter sido visitado pela polícia e orientado verbalmente a aumentar a segurança, com informações de inteligência sobre riscos à sua integridade.
- Ele afirma que as ameaças estão ligadas ao governo da Índia, e critica a resposta de ministros britânicos diante da repressão transnacional.
- Segundo o MI5, governos estrangeiros estão mirando dissidentes no Reino Unido, com aumento de 48% nas investigações sobre ameaças estatais desde 2022; Índia é apontada como país de preocupação pelo comitê de direitos humanos.
- Pamma é figura do movimento Khalistan, considerado terrorista pelo governo indiano, e outros ativistas sikhs no Reino Unido também disseram ter recebido orientação para aumentar a segurança.
Paramjeet Singh Pamma, ativista sikh proeminente no Reino Unido, informou que a polícia recomendou aumentar a segurança em sua residência. Segundo ele, foram orientados a instalar câmeras de vigilância e reforçar fechaduras após ameaças atribuídas a grupos nacionalistas hindus.
A polícia local já o visitou e forneceu orientação verbal para reforçar a proteção devido a informações de inteligência sobre riscos à sua integridade física. Pamma destacou que as ameaças teriam ligação com o governo da Índia e críticas à postura do governo britânico frente a repressões transnacionais.
Pamma, com 52 anos, é figura associada ao movimento Khalistan, que defende um estado Sikh independente considerado ilegal na Índia. Autoridades indianas descrevem o movimento como terrorista e uma ameaça à segurança nacional.
Organizações de segurança no Reino Unido indicaram, em relatório conjunto, que governos estrangeiros têm aumentado o interesse em dissidentes no território britânico, com aumento de investigações sobre ameaças transnacionais desde 2022. A Índia foi citada entre os países de preocupação.
O governo britânico mantém, porém, posição de não comentar casos individuais. O Ministério do Interior afirma valorizar as comunidades diversas, destacando a contribuição dos sikhs britânicos à sociedade e reiterando que a segurança de todos é prioridade.
Pamma também relatou que tem sido acompanhado por policiamento local e contra-terrorismo, com a última visita ocorrendo em outubro. Ele disse ter buscado auxílio policial anteriormente, mas as preocupações só teriam ganhado relevância após eventos ligados a incidentes internacionais.
Ele relatou ainda episódios de intimidação, como visitas a sua casa com armas em público e tentativas de coação que afetaram sua família. Em alguns casos, a polícia não teria encontrado evidências suficientes para responsabilizar suspeitos.
Outros ativistas sikhs no Reino Unido teriam recebido avisos parecidos sobre segurança. No país, o tema envolve tensões entre o governo britânico e a comunidade sikh, em meio a debates sobre a relação estratégica com a Índia.
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