- A escritora Chimamanda Ngozi Adichie acusa um hospital privado de Lagos, Euracare, de negligência após a morte do seu filho gêmeo de 21 meses, Nkanu Nnamdi, ocorrida em seis de janeiro.
- O menino havia sido encaminhado a Euracare para uma série de procedimentos diagnósticos e devia ser transferido, no dia seguinte, para o Johns Hopkins, em Baltimore, para evacuação médica.
- Um audio de WhatsApp divulgado mostra Adichie dizendo que o que houve foi “o pior pesadelo” e que a equipe médica pode ter cometido erro com overdose de propofol; a autenticidade das mensagens foi confirmada pela equipe da autora.
- Os advogados do casal entregaram à Euracare, em dez de janeiro, uma notificação legal solicitando filmagens de CCTV, dados de monitoramento eletrônico e prontuários médicos em sete dias, sob alegação de lapsos durante a internação.
- A Euracare afirmou que não houve negligência médica e que os cuidados seguiram protocolos clínicos, mas não respondeu publicamente à notificação; o governo de Lagos anunciou investigações sobre o caso.
Chimamanda Ngozi Adichie acusa hospital de Lagos de negligência após morte do filho
A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie afirma que houve negligência médica no atendimento a seu filho de 21 meses, que faleceu em Lagos. Nkanu Nnamdi morreu em 6 de janeiro após uma doença breve. Ele era um dos filhos gêmeos do casal, que tem ainda uma filha nascida em 2024 por meio de barriga de aluguel.
O bebê foi encaminhado de outro hospital de Lagos para Euracare, clínica privada, para uma série de exames, incluindo ecocardiograma e ressonância cerebral. O objetivo era avaliação diagnóstica antes de transferência para Johns Hopkins, nos EUA, prevista para breve. Nkanu faleceu um dia antes da evacuação médica.
Em mensagens divulgadas por meio de um chat no WhatsApp, Adichie descreveu o que chamou de pesadelo vivido. A autenticidade das mensagens foi confirmada pela equipe da escritora. A família sustenta que houve falhas no atendimento durante a internação e que faltou equipamento básico de ressuscitação no hospital.
Reação e desdobramentos
Segundo a imprensa local, advogados do casal entregaram à Euracare, em 10 de janeiro, um aviso legal solicitando imagens de CCTV, dados de monitoramento eletrônico e prontuários do caso em sete dias. Alega-se que houve lapsos no atendimento e possível negligência médica durante a internação.
A Euracare contestou as acusações, afirmando que não houve negligência e que os profissionais atuaram conforme protocolos clínicos estabelecidos para um paciente com gravidade clínica. O hospital não respondeu oficialmente ao aviso legal até o momento.
Foram registrados cumprimentos de condolências ao casal, incluindo do presidente Bola Tinubu. O governo do estado de Lagos anunciou investigações sobre o ocorrido. A matéria insere-se em um contexto de desafios do sistema de saúde na Nigéria, com baixa relação médico-paciente e orçamento público restrito para a área.
Nkanu era filho de Adichie e Ivara Esege, médico, que hydrationou a família na residência nos EUA. O anúncio de sua morte ocorreu em meio às reflexões sobre acesso a cuidados médicos de qualidade no país e sobre a necessidade de reformas no setor. O caso gerou debates sobre práticas clínicas e responsabilidade institucional.
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