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Comerciantes iranianos, frustrados com perdas econômicas, atacam clérigos

Mercadores do bazar de Teerã voltam-se contra clérigos, ampliando protestos econômicos e revelando o domínio dos Guardas na economia iraniana

People walk past closed shops following protests over a plunge in the currency's value, in the Tehran Grand Bazaar, Tehran, Iran, December 30, 2025. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS/File Photo
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  • Comerciantes do bazar iraniano de Teerã, tradicionais apoiadores da Revolução, passaram a contestar os clérigos no poder diante da crise econômica.
  • Protestos começaram no Grand Bazaar no fim de dezembro e se ampliaram, com confrontos e queima de imagens do líder supremo.
  • O rial perdeu quase metade do seu valor frente ao dólar em 2025 e a inflação official atingiu 42,5% em dezembro.
  • O controle econômico ficou nas mãos dos Guardas Revolucionários, que hoje dominam setores do petróleo, transporte, comunicações e construção.
  • Observadores apontam que o governo usa as forças de segurança para conter as manifestações, enquanto a contabilidade de vítimas e detenidos varia entre fontes.

Iranianos do comércio se voltam contra clericalismo em meio a crise econômica

Mercadores do bazar de Teerã lideram um reprensor contra o incômodo clero, ampliando protests que começaram com a desvalorização do rial. A onda começou no Grand Bazaar, no fim de dezembro, e se espalhou pelo país.

A economia iraniana enfrenta sanções e controles estatais, com o setor guardista ampliando seu alcance. Comerciantes dizem não conseguir importar mercadorias devido a sanções e ao domínio de redes próximas aos Guardas Revolucionários.

A deterioração da moeda e a inflação elevam o custo de vida, acirrando o descontentamento popular. Observadores apontam que a crise não é apenas econômica, mas também política, abalando a legitimidade do regime.

Contexto econômico e poder dos Guardas

Especialistas ressaltam que as Forças Revolucionárias passaram a controlar vastas áreas da economia, do petróleo à construção. Esse poder restringe a ação do governo e dificulta medidas de alívio imediato.

Analistas destacam que a ironia é que as manifestações surgiram no bazar, ponto central da economia informal e de livraria de tradição de independência política. A volatilidade de preços preocupa comerciantes há meses.

Perspectivas e resposta oficial

Autoridades admitem dificuldades econômicas, atribuindo parte dos problemas a fatores externos. Observadores veem o acúmulo de poder dos Guardas como entrave a soluções de curto prazo e governança econômica.

Estimativas de mortes e prisões variam, com organizações de direitos humanos apontando centenas de mortos e milhares detidos desde o início dos protestos. O governo não divulgou números oficiais amplos.

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