- Governo da Bolívia e os principais sindicatos chegaram a acordo para revogar o decreto de “resgate econômico” de dezembro, que eliminou subsídios aos combustíveis.
- A norma também previa facilidades para grandes investimentos em recursos naturais, desonerações, impostos zerados e congelamento de salários no setor público.
- A COB informou que o acordo bilateral resultou na revogação do decreto, mas a formalização ainda está pendente; alguns grevistas rejeitaram o acordo, outros disseram manter bloqueios.
- 69 pontos de bloqueio nas rodovias permanecem, apesar da suspensão das ações de pressão ordenada pelos sindicatos.
- O país enfrentava inflação alta, com 20% nos últimos doze meses em dezembro, agravada pela política de importação de combustíveis a preço internacional.
O governo da Bolívia fechou, no domingo 11, um acordo com os principais sindicatos para revogar um decreto econômico que provocou protestos e bloqueios de estradas em todo o país. A assinatura ocorreu após dias de mobilização social. A COB, principal central sindical, informou o entendimento e a suspensão das pressões.
O decreto, assinado em dezembro, mexeu com subsídios a combustíveis, incentives a grandes investimentos em recursos naturais e congelou salários no serviço público. A medida desestabilizou a economia e elevou a inflação, segundo críticos que finances e trabalhadores. O governo mantém, porém, a eliminação dos subsídios à gasolina e ao diesel.
O acordo prevê a elaboração de uma nova norma com contribuições dos trabalhadores, mantendo a política de cortar subsídios aos combustíveis. A COB afirmou que o resultado foi a revogação do decreto, cuja formalização ainda está pendente. Os bloqueios de rodovias seguem em 69 pontos, conforme a administração de estradas.
Operários, garimpeiros, agricultores e docentes participaram das manifestações que marcaram o período. Alguns grevistas rejeitaram o acordo, enquanto outros indicaram manter o protesto até que a eliminação do decreto se torne efetiva. A economia boliviana vivia, antes do acordo, a pior crise em quatro décadas.
Mantido como tema central: impacto econômico e próximos passos
A Bolívia importava combustíveis a preço externo para vender no mercado interno, o que esgotou reservas de dólares e elevou o custo de vida. Em dezembro, a inflação anual alcançou o patamar de 20%. O governo anunciou que novas medidas serão discutidas com as entidades sindicais antes de qualquer mudança adicional.
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