- O governo da Groenlândia disse que a defesa do território deve ser realizada pela Otan, rejeitando a ideia de os Estados Unidos assumirem o controle.
- A coalizão no poder afirmou que todos os membros da Otan, incluindo os EUA, têm interesse comum na defesa da Groenlândia e que não pode aceitar a transferência de controle.
- O governo destacou que, como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan e a defesa deve seguir pela aliança.
- O comissário da União Europeia para Defesa e Espaço disse que qualquer tomada militar da Groenlândia pelos EUA seria o fim da Otan.
- O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen ressaltou que a Groenlândia é uma sociedade democrática que toma suas próprias decisões, com base no direito internacional; Trump já propôs, em 2019, que os EUA controlassem a Groenlândia.
O governo da Groenlândia afirmou nesta segunda-feira (12) que fortalecerá a defesa do território sob a égide da Otan e rejeitou a proposta de o governo dos Estados Unidos assumir o controle da ilha. A posição foi apresentada em comunicado oficial.
A Groenlândia é território autônomo do Reino da Dinamarca e vem ganhando destaque estratégico por sua localização no Ártico e pela riqueza de minerais. O governo afirma que a defesa da ilha deve seguir a contribuição conjunta da Otan.
Defesa sob a Otan e reação internacional
A administração local reforçou que a participação de todos os Estados-Membros da Otan, incluindo os EUA, é essencial para a defesa da Groenlândia. A chamada para que o país conduza a defesa fora da aliança foi ignorada.
Contexto político e respostas
O comissário europeu Andrius Kubilius afirmou que uma tomada militar pelos EUA seria contrária aos princípios da Otan. Trump já havia levantado a ideia de controlar a Groenlândia desde 2019, mas a praça permanece sob controle dinamarquês com autonomia ampliada desde 1979. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen enfatizou que decisões são tomadas com base no direito internacional.
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