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Internet no Irã permanece indisponível há 84 horas devido a protestos

Protestos no Irã levaram ao corte de internet, mantido há 84 horas; ONG Netblocks confirma indisponibilidade generalizada e impactos na comunicação

O regime de Teerão acusa os Estados Unidos e Israel de estarem por trás dos protestos. Foto: Frame/Reuters
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  • O Irã continua sem acesso à internet há 84 horas, segundo a organização NetBlocks, que monitora a cibersegurança, após corte decidido na quinta-feira (9).
  • A suspensão atingiu internet e sinal de telefonia celular em todo o país.
  • As informações destacam que as manifestações em Teerã contribuíram para o corte, com vídeos circulando nas redes sociais.
  • O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, afirmou que os protestos “tornaram-se violentos e sangrentos” para justificar intervenção militar dos Estados Unidos, sem apresentar provas.
  • Ativistas apontam ao menos 544 mortos, em sua maioria manifestantes, enquanto o governo diz que a situação está sob controle em todo o país.

O Irã continua com a internet indisponível há 84 horas, segundo a ONG NetBlocks. O corte foi decidido na quinta-feira (9) pelas autoridades do país em resposta aos protestos contra o governo. A falha afeta todo o território iraniano e também o sinal de telefonia móvel.

De acordo com a NetBlocks, a restrição permanece em vigor desde o início dos distúrbios, que começaram após manifestações em Teerã. Vários vídeos circulados nas redes sociais mostraram pessoas nas ruas, o que precipitou a decisão de bloquear serviços digitais.

Declaração de autoridades iranianas

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou hoje (13) que os protestos se tornaram violentos e sangrentos, sugerindo que isso justificaria intervenção externa, segundo a emissora Al Jazeera. Ele não apresentou provas para sustentar a alegação, mas garantiu que a situação está sob controle.

No país, ativistas estimam centenas de mortos nas ações de protesto, incluindo uma grande maioria de manifestantes. As informações sobre o número de vítimas não foram oficialmente confirmadas pelo governo até o momento.

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