- Após duas semanas de protestos contra o regime, a onda de manifestações em 2026 se intensificou, com enfrentamentos e grande presença nas ruas.
- A organização amplamente citada Human Rights Activists News Agency afirma que quase 600 pessoas foram mortas e cerca de 10.600 detidas em quinze dias, enquanto cortes de internet dificultam a contabilização exata.
- O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que a situação está sob controle total e acusou potências ocidentais de transformar os protestos em violência para justificar intervenção.
- Teerã disse estar aberto a negociações com os EUA e mantém canais de comunicação com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
- Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou considerar opções militares para conter a repressão, enquanto legisladores de linha dura pressionam por medidas mais firmes.
O Irã intensificou a repressão às manifestações antigovernamentais, após duas semanas de protestos de grande escala. O regime busca equilibrar o aperto contra opositores com a possibilidade de evitar intervenção militar dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores, liderado pelo ministro Abbas Araghchi, sinalizou que não busca guerra, mas está preparado para ela.
Usuários e observadores apontam que o movimento, iniciado no fim de dezembro, ganhou força no início de 2026, diante da inflação elevada e do câmbio volátil. O governo afirma que a situação está sob controle e acusa potências ocidentais de transformar protestos pacíficos em violentos para justificar intervenção.
Informaçõese adicionais indicam que, em 15 dias, a violência resultou em quase 600 mortos e mais de 10.600 detenções, segundo a Human Rights Activists News Agency, uma organização dos EUA. Infraestruturas de comunicação foram atingidas com apagões e cortes de linhas telefônicas, dificultando a quantificação exata da mobilização.
Diplomacia e possíveis negociações
Araghchi destacou que o Irã está aberto a negociações e mantém canais com o enviado americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff. O regime declarou que a situação passou por mudanças, mantendo, porém, a posição de que não busca confronto direto com Washington.
Reação internacional e trauma econômico
Ao longo do fim de semana, líderes internacionais comentaram o tema. O presidente dos EUA afirmou considerar opções militares, sem detalhar planos, e reiterou a possibilidade de negociações. No Irã, o apoio popular ao governo foi mostrado por grandes concentrações em várias cidades, com palavras de ordem contra EUA e Israel.
Contexto interno e legal
Entre as críticas domésticas, a Justiça iraniana advertiu que protestos contrários ao governo podem ser enquadrados como atos contra o Estado. Analistas indicam que o movimento representa o maior desafio interno ao regime desde manifestações anteriores, ligadas ao caso Mahsa Amini em 2022.
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