- Trump disse que pode bloquear a ExxonMobil de investir na Venezuela, após o CEO classificar o país como “ininvestível” durante reunião na Casa Branca na semana passada.
- Darren Woods afirmou que a Venezuela precisa mudar leis para tornar o país mais atrativo para investimentos, durante o encontro com Trump e outros 17 executivos de petróleo.
- Trump cobrou que Exxon houvesse respondido de forma menos cautelosa e disse que pode manter a empresa fora dos projetos no país.
- Exxon, ConocoPhillips e Chevron foram, por décadas, grandes parceiros da PDVSA; o governo venezuelano nacionalizou a indústria entre 2004 e 2007.
- Woods destacou que o país precisa de proteções de investimento estáveis e revisão da lei de hidrocarbonetos; Trump assinou ordem executiva para bloquear cobrança de receitas de petróleo venezuelano em contas do Tesouro dos EUA.
Donald Trump mencionou a possibilidade de barrar a ExxonMobil de investir na Venezuela após o CEO da empresa descrever o país como inviável para investimentos, em reunião na Casa Branca na semana passada.
Durante o encontro com Trump, que contou com a participação de pelo menos 17 executivos do setor, Darren Woods afirmou que mudanças legais seriam necessárias para tornar a Venezuela atrativa para investimentos em petróleo.
O comentário de Woods teve impacto imediato na narrativa da Casa Branca, que buscava manter o impulso político com grandes investimentos no setor petrolífero venezuelano, após a deposição de Nicolás Maduro.
Contexto e histórico de investimentos
Historicamente a Exxon, ConocoPhillips e Chevron foram grandes parceiras da PDVSA, empresa estatal venezuelana. Empresas deixaram o país após 2004-2007 quando houve nacionalização e disputas legais.
A Venezuela acumula dívidas com ConocoPhillips e Exxon, superiores a 13 bilhões de dólares, conforme decisões judiciais. Em resposta, o governo venezuelano já implementa medidas de reestruturação do setor.
Woods ressaltou que ativos da Exxon já foram apreendidos mais de uma vez, o que torna a reentrada no país mais difícil sem mudanças profundas no arcabouço legal e contratual. A empresa pediu garantias estáveis de investimento.
ConocoPhillips, representada pelo CEO Ryan Lance, informou que é o maior credor não soberano na Venezuela e defendeu reestruturação da dívida e do sistema energético, incluindo a PDVSA.
Trump afirmou que a decisão sobre cargos de operação no país caberá ao governo dos EUA e que não pretende que empresas façam negócios diretamente com o governo venezuelano. Em seguida, assinou ordem executiva para proteger receitas de petróleo sob contas do Tesouro dos EUA.
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