- A Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump não tem medo de usar força militar contra o Irã, embora a diplomacia ainda seja a primeira opção.
- A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, disse que os ataques aéreos seriam uma das várias opções disponíveis, caso o presidente julgue necessário.
- A fala ocorre em meio a uma repressão às manifestações no Irã, com dezenas de milhares de apoiadores do governo em Teerã, em protesto contra o regime.
- Organizações de direitos humanos estimam mais de 648 mortos e mais de 10.600 prisões desde o início dos protestos, conforme relatos e ONG internacionais.
- Trump tem reiterado ameaças ao Irã, dizendo que o país não pode atacar os protestos sem resposta dos Estados Unidos, que se disseram “prontos para agir”.
A Casa Branca afirmou na segunda-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, não teme usar força militar contra o Irã. Karoline Leavitt, porta-voz, disse que a diplomacia continua como primeira opção, mas que o uso de força é possível se necessário. O comentário ocorreu em meio a protestos no Irã.
Leavitt afirmou que ataques aéreos estariam entre as opções disponíveis para o comandante-chefe. Ela ressaltou que Trump não deseja ver mortes nas ruas de Teerã, embora reconheça a gravidade da situação. A declaração reforça o tom de ameaça transmitido pelo governo americano.
Segundo a porta-voz, o Irã recebeu mensagens diversas, privadas e públicas, das quais o presidente pretende extrair sinais. Ela não detalhou o conteúdo dessas mensagens, limitando-se a dizer que existem abordagens distintas entre os dois lados.
Ameaças e opções militares
Ao longo das últimas semanas, Teerã enfrenta o maior movimento de protesto desde 2009, com repressão de parte do governo. Em resposta, manifestantes pró-governo realizaram ato de apoio ao regime, enquanto tensões crescem.
Imagens de combustos e linhas de corpos na cidade circularam online, com organizações de direitos humanos estimando centenas de mortes e milhares de prisões. O governo iraniano declarou que a repressão busca conter a violência.
Enquanto isso, Trump tem feito ameaças públicas ao Irã, em resposta à condução dos protestos. Em mensagens anteriores, ele disse que, se houver ataque aos manifestantes, os EUA estariam prontos para responder.
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