- Donald Trump afirmou que os EUA ficariam com a Groenlândia “de um jeito ou de outro” e mencionou a possibilidade de um acordo, apesar de a Dinamarca dizer que a ilha não está à venda.
- Em voo de volta à Casa Branca, ele disse que, se os EUA não tomarem a Groenlândia, Rússia ou China o fariam.
- Uma porta-voz da Casa Branca informou que autoridades discutem como seria uma possível compra, enquanto a Dinamarca mantém a posição de que a ilha não está à venda.
- A Groenlândia é vista como estratégica para a defesa dos EUA, por ficar na rota entre Europa e América do Norte e por possíveis recursos minerais, petróleo e gás natural.
- O tema acontece em um momento de maior militarização no Ártico, com interesse de Estados Unidos, Otan, China e Rússia na região.
Donald Trump disse neste domingo 11, a bordo do Air Force One, que a Groenlândia deve fechar um acordo com os EUA. Ele comparou a defesa do território dinamarquês a dois trenós puxados por cães e afirmou que os Estados Unidos vão ficar com a Groenlândia de um modo ou de outro.
A fala ocorreu durante o trajeto da Flórida para a Casa Branca. O presidente afirmou que se não tomarem a Groenlândia, Rússia ou China o fariam, e que não pretende permitir isso. A ideia de tornar a ilha território americano também foi destacada por Trump.
Segundo a Casa Branca, a equipe presidencial discute como seria uma possível compra do território. A Dinamarca já disse que a Groenlândia não está à venda. O tema tem gerado reação de autoridades europeias contrárias à proposta.
Trump argumenta que a Groenlândia é estratégica para a defesa e a mobilidade militar dos EUA. Ele aponta que a ilha pode fortalecer o sistema de alerta de mísseis balísticos e a presença na região ártica.
A discussão envolve recursos naturais potenciais da Groenlândia, incluindo minerais, petróleo e gás natural, além de rotas marítimas relevantes. A ilha está num ponto-chave entre a América do Norte e a Europa.
Especialistas destacam que o Ártico vem ganhando atividade militar entre EUA, Otan, China e Rússia. Navios russos e submarinos nucleares são citados entre as observações de tráfego na região.
A Groenlândia tem Nuuk como capital, e fica mais próxima de Nova York que de Copenhague. O território já recebeu investimentos limitados para mineração e desenvolvimento, segundo apuração.
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