- Em dois mil e vinte e cinco, quarenta e oito civis foram mortos e doze mil cento e quarenta e dois ficaram feridos, um aumento de trinta e um por cento em relação a dois mil e vinte e quatro, segundo a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia.
- A grande maioria das vítimas ocorreu em território sob controle do governo ucraniano, em ataques das forças russas, conforme o monitor.
- Aproximadamente dois terços das vítimas ocorreram em áreas da linha de frente, com idosos particularmente impactados por permanecerem em suas comunidades.
- A partir de junho de dois mil e vinte e cinco houve aumento no uso de armas de longo alcance, elevando o dano civil em centros urbanos do país e prejudicando infraestrutura energética.
- Os ataques com drones de curto alcance também cresceram, tornando várias áreas próximas à linha de frente praticamente inabitáveis, segundo a chefe da missão, Danielle Bell.
A violenta escalada do conflito na Ucrânia elevou as vítimas civis em 2025, segundo a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia. O ano foi o mais mortífero para civis desde 2022, com aumento acentuado dos confrontos na linha de frente e uso ampliado de armas de longo alcance.
Dados divulgados na atualização mensal indicam 2.514 civis mortos e 12.142 feridos em 2025, crescimento de 31% em relação a 2024. A maioria das baixas ocorreu em território sob controle do governo ucraniano, em ataques promovidos pelas forças russas.
As informações apontam que, em 2025, aumentos significativos de violência ocorreram devido a esforços russos para capturar território, bem como uso ampliado de drones de curto alcance que destruiram infraestrutura e impulsionaram deslocamentos. A ONU destaca impactos em áreas fronteiriças.
Uso de armas de longo alcance e impactos urbanos
A missão aponta que o emprego de armas de longo alcance pela parte russa, a partir de junho de 2025, elevou o dano civil em centros urbanos. Segundo a chefe da missão, Danielle Bell, muitas áreas próximas à linha de frente tornaram-se inabitáveis.
A instituição ressalta ainda que, apesar das estimativas divergentes, as violências costumam ocorrer com maior intensidade naquelas zonas, contribuindo para deslocamentos em massa e interrupção de serviços básicos.
Contexto e lacunas de verificação
O relatório também cita que ataques russos contra infraestrutura energética agravaram as dificuldades humanas, enquanto a Rússia nega mirar civis, afirmando manter operações para afetar a capacidade de guerra ucraniana. Kiev acusa ataques contínuos a cidades diversas.
Quanto às cifras na Federação Russa, autoridades russas comunicaram 253 civis mortos e 1.872 feridos por ataques ucranianos no país no ano anterior. A ONU observou não ter como verificar de forma independente esses números.
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