- O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy pediu que o mundo ajude os iranianos a aproveitarem as protestos para promover mudanças e libertar o país do regime.
- Zelenskiy descreveu os protestos no Irã como uma “insurreição” e afirmou que a crise mostra a necessidade de rever vínculos com o Irã, que tem usado drones Shahed na guerra contra a Ucrânia.
- O grupo de direitos HRANA informou mais de 572 mortes e mais de 10.000 detenções desde o início dos protestos, em 28 de dezembro.
- Os protestos passaram de críticas à economia a pedidos pela queda do establishment clerical no poder.
- Rússia e Irã têm fortaleceram laços desde a invasão da Ucrânia, com assinatura de um acordo de parceria estratégica de 20 anos no ano passado.
Volodymyr Zelenskiy afirmou que o mundo precisa ajudar os iranianos a ampliar os protestos e a promover mudanças para se libertarem do regime, considerado responsável por malefícios em várias nações, inclusive na Ucrânia. O líder ucraniano fez o comentário em seu programa diário.
Segundo Zelenskiy, o movimento atual no Irã é uma revolta que exige atenção internacional. Ele destacou que a situação pede reavaliação das relações entre Rússia e Irã, associadas à entrega de drones israelados pelo Irã usados na guerra contra Kyiv.
Ele reiterou que a comunidade global não pode perder o momento de transformação e pediu envolvimento de líderes, países e organizações internacionais para apoiar os iranianos na responsabilização dos agentes do regime.
A HRANA, grupo de direitos humanos com sede nos EUA, informou ter verificado 572 mortes e mais de 10 mil detenções desde o início dos protests em 28 de dezembro. Os atos passaram de críticas econômicas a pedidos de mudança do establishment clerical.
O movimento ocorre em um contexto de relação cada vez mais estreita entre Rússia e Irã. Em 2023, Putin e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian firmaram um acordo de parceria estratégica de 20 anos, ampliando cooperação militar e econômica entre os dois países.
Entre os fatores que motivam as manifestações estão insatisfação econômica e repressão política. A escalada de protestos trouxe confrontos e informações sobre prisões, com desdobramentos ainda em avaliação por observatórios internacionais.
Entre na conversa da comunidade