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Advogado das vítimas de incêndio suíço busca ampliação de investigação criminal

Advogado das vítimas pede ampliar a investigação do incêndio em Crans-Montana para incluir autoridades locais e buscar indemnizações de milhões.

Police officers leave the "Le Constellation" bar, following a deadly fire during a New Year's Eve party, in the upscale ski resort of Crans-Montana in southwestern Switzerland, January 9, 2026. REUTERS/Umit Bektas/File Photo
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  • A investigação criminal sobre o incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, deve ser ampliada para incluir autoridades locais, segundo o advogado de algumas vítimas, com possibilidade de pagamentos de milhões em indenizações.
  • O incêndio deixou 40 mortos, na maioria adolescentes, e 116 feridos; as reivindicações podem chegar a centenas de milhões de francos suízos.
  • O advogado Romain Jordan afirma que é necessário ouvir autoridades e obter documentos para entender como falhas de gestão de risco ocorreram.
  • Atualmente, apenas os proprietários franceses do bar são investigados por homicídio culposo; o casal Jacques e Jessica Moretti coopera com a investigação, e o marido permanece detido.
  • O prefeito de Crans-Montana reconheceu que o local deixou de passar em várias vistorias anuais de segurança; o requerimento de compensação direta aos familiares ainda não foi concedido.

O advogado de algumas vítimas da tragédia em Crans-Montana pediu a ampliação das investigações criminais para incluir autoridades locais. A ideia é também buscar indenizações que podem chegar a milhões por cada lesão e até 100 mil francos por cada morte.

O incêndio ocorreu na boate Le Constellation na manhã de Ano Novo, na vila de esqui Crans-Montana, na Suíça. As informações indicam que velas acesas provocaram a queima de espuma isolante no teto do porão, contribuindo para o fogo.

Estão sob investigação, neste momento, apenas os proprietários franceses, Jacques e Jessica Moretti, por suspeita de homicídio culposo. O marido está detido e os dois afirmam colaborar com as apurações. O prefeito da cidade confirmou que o local deixou de passar por várias vistorias anuais de segurança.

A defesa dos feridos, representada por Romain Jordan, afirma que a prefeitura deve responder pelos erros no gerenciamento de risco. O objetivo é obter documentos, íntegra de comunicações oficiais e ouvir autoridades durante o inquérito.

Segundo Jordan, a maioria das vítimas é de estrangeiros — suíços, franceses e italianos — e a maioria acordou de coma induzido em hospitais europeus. Ele aponta falhas nos procedimentos de segurança que teriam contribuído para a tragédia.

O grupo de vítimas pretende pleitear indenizações que, segundo estimativas, somam milhões de francos, com possível extensão para compensações por danos morais e materiais. Além disso, busca uma linha de assistência financeira emergencial até a conclusão do processo.

Para o caso, os advogados ressaltam a necessidade de transparência no cumprimento das normas de proteção e de acessos a documentos públicos relevantes para esclarecer o que ocorreu e por que falharam as salvaguardas.

Procuradoria e vítimas: avaliando as próximas etapas do inquérito, com possível inclusão de novas testemunhas e reavaliação de responsabilidades de autoridades municipais, além dos proprietários do estabelecimento.

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