- A Alemanha indiciou dois ucranianos ligados a um suposto complô, em nome dos serviços de espionagem russos, para detonar pacotes durante o transporte pela Europa.
- Suspeitos enviaram dois pacotes com rastreadores GPS do Colônia, no oeste da Alemanha, para a Ucrânia, a pedido de intermediários de inteligencia russos em Mariupol.
- O objetivo era testar rotas logísticas para, posteriormente, enviar pacotes com dispositivos incendiários que poderiam pegar fogo na Alemanha ou no trajeto para partes da Ucrânia não ocupadas pela Rússia.
- Daniil B. e Vladyslav T. foram presos na Alemanha em maio e seguem em detenção preventiva; Yevhen B., preso na Suíça, foi extraditado para a Alemanha em 23 de dezembro, com acusações a serem apresentadas em breve.
- O caso se soma a incidentes de pacotes explosivos em depósitos europeus em 2024, reforçando alertas sobre ataques híbridos atribuídos à Rússia.
Difensão de autoridades alemãs aponta que dois cidadãos ucranianos, vinculados a serviços de inteligência russos, foram indiciados por um suposto esquema para detonar pacotes durante o transporte pela Europa. A acusação envolve o envio de encomendas com rastreadores GPS para investigar rotas logísticas, com planos de posteriormente acionar dispositivos incendiários.
Segundo o Ministério Público, o objetivo era identificar caminhos de entrega para facilitar ataques que gerassem danos significativos em território alemão ou em áreas não ocupadas pela Rússia dentro da Ucrânia. Os pacotes examinados teriam sido enviados de Colônia, na Alemanha, para a Ucrânia, em março de 2025, sob ordens intermediárias de agentes russos em Mariupol.
Daniil B e Vladyslav T foram detidos na Alemanha em maio de 2025 e permanecem em prisão preventiva. Yevhen B, detido na Suíça no mesmo mês, foi extraditado para a Alemanha em 23 de dezembro, com as acusações ainda a serem apresentadas.
Detalhes da investigação
Os indiciamentos destacam que as detenções ocorreram no contexto de um conjunto de incidentes envolvendo pacotes que detonaram em depósitos europeus em 2024, reforçando alertas de autoridades de que ataques híbridos, atribuídos à Rússia, representam uma ameaça crescente desde a invasão à Ucrânia.
A investigação indica que a primeira etapa foi coletar dados logísticos e mapear rotas de entrega, com o objetivo de planejar ataques futuros usando dispositivos incendiários ao longo de trajetos até áreas ucranianas sob controle russo ou em território relacionado. As informações estão sendo processadas pela Justiça alemã, com desdobramentos em andamento.
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