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Apelação por desvios envolvendo Marine Le Pen deve abrir em Paris

Le Pen inicia recurso em Paris para tentar derrubar banimento de cinco anos de cargos públicos por uso irregular de fundos da UE, com julgamento até o verão e chance de 2027

French PM Bayrou consults French political parties in Paris
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  • Audiência de recurso em Paris começa nesta terça para decidir se Marine Le Pen pode concorrer em dois mil e vinte e sete, após condenação por desvio de fundos da União Europeia.
  • Em março, Le Pen recebeu banimento de cinco anos de ocupar cargos públicos, decisão aplicada a ela e a oito ex-deputados do RN por desvio de mais de quatro milhões de euros em funds da UE.
  • Juízes indicaram que, entre dois mil e quatro e dois mil e dezesseis, recursos destinados ao Parlamento Europeu foram usados para remunerar pessoas que, na prática, trabalhavam para o partido.
  • Le Pen afirma que a forma como o dinheiro foi usado foi legítima; a defesa sustenta que o caso será reexaminado por novos juízes e espera convencer a nova sessão de inocência.
  • A decisão, esperada até o verão, pode reverter o banimento e manter suas chances de 2027; caso não seja possível, Jordan Bardella, atual presidente do RN, pode assumir a candidatura.

O julgamento de apelação de Marine Le Pen começa nesta terça-feira em Paris, no que pode redefinir sua elegibilidade para concorrer à presidência em 2027. A defesa questiona a multa e a inabilitação por uso indevido de fundos da UE.

Le Pen, líder do RN, foi banida de ocupar cargo público por cinco anos após a condenação de que ela e oito ex-deputados desviaram mais de 4 milhões de euros de recursos europeus. A acusação envolve uso de fundos para custear funcionários do partido.

A apelação envolve a decisão de março passado, que manteve a sanção de inabilitação, já em vigor, além de penas penais anteriores, como multa de 100 mil euros. A defesa sustenta legitimidade das despesas e promete novas alegações.

Segundo a acusação, entre 2004 e 2016, recursos do Parlamento Europeu teriam sido empregados para remunerar pessoas ligadas ao RN, ainda que trabalhando para o partido. O caso também envolve a bancada RN e assessores parlamentares.

O processo está marcado para se estender até fevereiro. Uma decisão é esperada antes do verão europeu, o que manteria ou não viva a possibilidade de Le Pen disputar as eleições de 2027.

Caso a inabilitação não seja revogada, o caminho natural para o RN seria Jordan Bardella, atual presidente do partido, abrirá espaço para liderar a candidatura. Acontecimentos do caso podem influenciar alianças políticas e o cenário eleitoral.

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