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Aplicativo chinês para jovens solitários viraliza na China

Aplicativo chinês “Você está morto?” cresce entre jovens que moram sozinhos, levantando debates sobre vigilância, proteção e bem-estar

Estima-se que poderá haver até 200 milhões de pessoas morando sozinhas na China em 2030 — Foto: Getty Images
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  • Lançado em maio do ano passado, o aplicativo Você Está Morto? exige que o usuário faça check-in a cada dois dias clicando em um botão para confirmar que está vivo; caso não haja confirmação, o contato de emergência indicado é avisado.
  • O serviço ganhou popularidade entre jovens que moram sozinhos na China, tornando-se o aplicativo pago mais instalado no país.
  • Estima-se que, até 2030, possam haver até duzentos milhões de pessoas morando sozinhas na China, segundo o Global Times.
  • O nome gerou controvérsia, com críticas de que seria impróprio; a empresa Moonscape Technologies afirmou considerar mudar a denominação. O app também é conhecido internacionalmente como Demumu.
  • Os criadores — três pessoas nascidas depois de 1995 em Zhengzhou, Henan — planejam ampliar o público, inclusive com um produto voltado a idosos; um deles mencionou a ideia de vender participação da empresa por um milhão de yuans.

O aplicativo chinês Você Está Morto? ganhou destaque ao ser amplamente instalado por jovens que moram sozinhos e têm receio de morrer sem que alguém perceba. Lançado em maio do ano passado, o app funciona com um botão gigante que precisa ser pressionado a cada dois dias para confirmar que o usuário está vivo. A partir da inatividade, o contato de emergência designado pelo usuário é avisado.

O serviço se apresenta como uma “companhia segura” para quem vive sozinho, incluindo profissionais que trabalham fora, estudantes afastados de casa e pessoas em situação de vulnerabilidade. O tema foi discutido após a popularização do recurso entre pessoas que temem ficar sem companhia ou sem socorro caso algo ocorra.

Desempenho, uso e alcance

O aplicativo rapidamente se tornou o mais instalado entre os pagos na China, impulsionado pela preocupação com solidão e pela ideia de monitoramento simples. Dados de pesquisa apontam que, até 2030, podem existir até 200 milhões de pessoas morando sozinhas no país, segundo o Global Times.

O serviço é conhecido também por seu nome provocativo. Em mandarim, o trocadilho com o aplicativo de comida levou a críticas sobre a escolha de nome. A empresa por trás dele, Moonscape Technologies, admite considerar uma mudança de denominação para reduzir mal-entendidos.

Sobre os criadores e planos futuros

Os desenvolvedores dizem ter criado o aplicativo com uma equipe pequena, originários da cidade de Zhengzhou, na província de Henan. Um dos fundadores, identificado apenas como Sr. Guo, disse que pretende levantar capital vendendo 10% da empresa por um milhão de yuans, bem acima do custo estimado de lançamento.

O modelo inicial foi gratuito e migrou para uma versão paga de baixo custo, 8 yuans (aproximadamente US$ 1,15). Além do público existente, a empresa busca ampliar o alcance, inclusive explorando um produto voltado a idosos, dada a significativa parcela da população com mais de 60 anos na China.

Perspectivas e monitoramento

A BBC confirmou que a empresa não respondeu aos pedidos de informação até a publicação. Internamente, a ideia de monitorar pessoas em situação de solidão segue gerando debate sobre privacidade, utilidade e impactos sociais.

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