- Carta conjunta de presidentes de bancos centrais, incluindo Gabriel Galípolo, apoia Jerome Powell em meio ao confronto com o presidente dos EUA, Donald Trump.
- A declaração defende a independência das instituições monetárias como base para a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos, dentro do Estado de Direito.
- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação criminal contra Powell por suposta apresentação de informações falsas ao Congresso sobre custos de reformas no Fed, estimados em 2,5 bilhões de dólares.
- Powell vê a investigação como retaliação por resistir a pressões para acelerar cortes na taxa de juros; Trump nega envolvimento com a decisão do DOJ.
- A carta afirma que Powell é um colega respeitado e que atua com integridade e foco no interesse público.
Bancos centrais de várias nações divulgaram uma carta conjunta na terça-feira, 13, em defesa do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em meio a um enfrentamento público com o presidente dos EUA, Donald Trump. O documento chega em meio a críticas que questionam a independência da política monetária sob pressão política.
A manifestação ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA abrir uma investigação criminal sobre Powell, alegando possível prestação de informações incorretas ao Congresso sobre custos de reformas no prédio do Fed. A obra, estimada em 2,5 bilhões de dólares, foi usada por aliados de Trump para atacar a autoridade da instituição.
Contexto e desdobramentos
Powell afirmou que a investigação representa retaliação por resistir a pressões para reduzir juros de forma acelerada. O presidente dos EUA negou envolvimento direto na decisão do Departamento, embora tenha intensificado críticas públicas ao Fed desde o início de seu mandato. O chefe do Fed acusa o governo de tentar dominar a política monetária por meio de intimidações.
Segundo Powell, a atuação do banco é pautada por dados econômicos e não por preferências presidenciais. Ele reforçou que decisões sobre juros devem obedecer ao estado de direito e à transparência.
Signatários da carta
- Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu
- Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
- Erik Thedéen, presidente do Sveriges Riksbank
- Christian Kettel Thomsen, presidente do Conselho de Presidentes do Danmarks Nationalbank
- Martin Schlegel, presidente do conselho da Swiss National Bank
- Ida Wolden Bache, presidente do Norges Bank
- Michele Bullock, presidente do Banco da Austrália
- Tiff Macklem, presidente do Banco do Canadá
- Chang Yong Rhee, presidente do Banco da Coreia do Sul
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil
- François Villeroy de Galhau, presidente do Conselho de Administração do BIS
- Pablo Hernández de Cos, diretor-geral do BIS
A carta ressalta que a independência dos bancos centrais é essencial para a estabilidade de preços e do bem-estar dos cidadãos, mantendo o respeito ao Estado de Direito e à responsabilidade democrática. Os signatários destacam ainda a reputação de Powell como colega respeitado entre os dirigentes.
Entre na conversa da comunidade