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Congresso dos EUA aprova bilhões a mais em ajuda externa que a proposta de Trump

Senado e Câmara divulgam o texto conjunto do orçamento de ajuda externa para 2026, rejeitando cortes de Trump e mantendo fundos para mídia e promoção da democracia

Tributes are shown beneath the covered seal of the U.S. Agency for International Development at its headquarters in Washington, D.C., on Feb. 7, 2025.
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  • O texto do orçamento fiscal de 2026 para ajuda externa e diplomacia foi divulgado pelos negociadores do Senado e da Câmara, e, de forma surpreendente, rejeita grande parte dos cortes propostos por Trump e mantém financiamento para várias organizações de mídia e promoção da democracia.
  • O pacote de cinquenta bilhões de dólares pode ainda sofrer emendas antes da aprovação final, prevista para este mês, e foi resultado de negociações entre republicanos e democratas.
  • A proposta cria o America First Opportunity Fund com cerca de 850 milhões de dólares e destina quase um bilhão para a U. S. International Development Finance Corporation, além de instruir o secretário de Estado a iniciar o encerramento de um programa global contra a aids (PEPFAR).
  • A Millennium Challenge Corporation receberia 830 milhões de dólares, menos do que os 930 milhões de 2025, mas acima do que foi inicialmente pedido pela administração.
  • O texto mantém funding para a U. S. Agency for Global Media (USAGM) em 643 milhões, mantém o Endowment for Democracy em 315 milhões, e reserva 20 milhões para o U. S. Institute of Peace, além de 29 milhões para a Inter‑American Foundation e 12 milhões para a African Development Foundation.

O Senado e a Câmara negociadores dos EUA divulgaram na noite de domingo o texto do projeto de gastos de diplomacia e ajuda externa para o exercício fiscal de 2026. O acordo rejeita grande parte dos cortes propostos pelo presidente Donald Trump e mantém recursos para organizações jornalísticas e ações de promoção da democracia.

O valor total é de 50 bilhões de dólares. O texto preserva financiamento para o Departamento de Estado e programas de assistência internacional, com ajustes que desagradaram alguns críticos de corte. As negociações foram conduzidas por membros senadores e representantes de ambos os lados.

O acordo chega em meio a disputas sobre a criação de um fundo flexível, o America First Opportunity Fund, com 850 milhões de dólares. A medida permite espaço para investimentos estratégicos, segundo a versão final do texto.

Em relação à Fundação de Desenvolvimento Internacional dos EUA, o orçamento proposto mantém quase 1 bilhão de dólares em apoio operacional, tema que gerou debates entre democratas e republicanos. Críticos apontaram riscos de uso pouco definido do dinheiro.

A proposta também mantém recursos para a Agência de Mídia Global dos EUA (USAGM), que supervisiona veículos como Voice of America e Radio Free Europe. Mantém 643 milhões de dólares, em linha com propostas anteriores.

O texto não zera o financiamento para a Millennium Challenge Corporation, reduzindo apenas moderadamente os cortes reclamados anteriormente. O montante proposto é de 830 milhões de dólares, abaixo do valor de 2025, mas acima do pedido pela Casa Branca.

O acordo sinaliza continuidade de apoio a agências de ajuda regional, incluindo o Inter-American Foundation e a African Development Foundation, com ajustes distintos entre si. O Inter-RAmerican Foundation receberia 29 milhões de dólares, acima do previsto pela administração.

Já a African Development Foundation terá cortes, sugerindo 12 milhões de dólares, menor que 23 milhões em 2025, mas ainda acima do total de fechamentos recomendado pela Casa Branca. O texto mantém apoio a projetos locais na África.

A iniciativa não aborda operações militares recentes de Trump na Venezuela nem as ameaças de anexação da Groenlândia. O Senado planeja limitar futuras ações militares sob a War Powers Resolution de 1973.

Ainda sem diretrizes finais, o texto pode sofrer alterações antes da votação final prevista para este mês. Analistas destacam que o acordo reduz cortes e protege programas críticos, mantendo o papel do Congresso na definição de recursos.

Segundo a coalizão bipartidária pró-auxílio externo, o acordo reforça o papel dos EUA no atendimento a necessidades humanitárias, democracia e governança global, sem ceder a propostas mais radicais de desinvestimento.

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