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Curdos sírios protestam em Aleppo ante violência; temores de conflito se ampliam

Kurds protestam no nordeste da Síria contra a violência em Alepo; mais de 150 mil fogem e cresce o temor de conflito mais amplo

Syrian Kurds attend a protest in solidarity with the people in the neighborhood of Sheikh Maksoud and Ashrafiya, in Qamishli
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  • Milhares de curdos protestaram, em Qamishli, contra a expulsão de combatentes kurdos de Aleppo na semana anterior, após dias de confrontos.
  • Cinco dias de violência deixaram pelo menos 23 mortos e mais de 150 mil pessoas fugiram das duas áreas kurdas de Aleppo; os últimos combatentes kurdos saíram na madrugada de 11 de janeiro.
  • Protestos apresentaram roupas com logos das forças kurdas e rostos de combatentes que morreram.
  • O conflito aumenta o temor de uma guerra mais ampla na região, com críticas ao governo de Bachar al-Assad e a Turquia, e à possibilidade de divisão entre povos na área.
  • A defesa síria declarou as partes leste de Aleppo sob controle das Forças Democráticas Sírias como zona militar fechada, ordenando retirada de tropas para o leste.

Em Qamishli, no nordeste da Síria, milhares de curdos marcharam sob chuva nesta terça-feira para protestar contra a expulsão de combatentes curdos de Aleppo, ocorrida na semana anterior após dias de confrontos violentos. A manifestação ocorreu dias após o exército ter finalizado operações na cidade.

Cinco dias de confrontos deixaram ao menos 23 mortos, segundo o ministério da saúde sírio, e obrigaram a fuga de mais de 150 mil pessoas das áreas controladas por organizações curdas em Aleppo. Os últimos combatentes curdos deixaram Aleppo nas primeiras horas de 11 de janeiro.

No protesto, cartazes com logos das forças curdas e retratos de combatentes mortos foram erguidos, alguns dos quais se imolaram para impedir a aproximação das forças governamentais. Diversos pôsteres também criticaram o presidente Bashar al-Assad e o ministro turco de Relações Exteriores, Hakan Fidan.

FATORES DE RISCO E REAÇÃO

O governo sírio, liderado por figuras associadas ao governo islamista, tem defendido a unificação do país, enquanto as forças curdas temem perder autonomia em áreas disputadas. O Ministério da Defesa sírio declarou que partes leste de Aleppo permanecem sob controle do SDF e classificou a região como zona militar fechada.

Moradores de Qamishli destacaram o temor de que a violência leve a um conflito mais amplo na região. Idris al-Khalil, participante do protesto, afirmou que o aumento da violência pode provocar divisão entre comunidades e dificultar a convivência pacífica.

As autoridades turcas acusaram o SDF de manter vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Kurdistão, considerado um grupo terrorista por Ancara. A tensão entre atores locais e regionais persiste, com o impacto humano ainda sendo observado pelas populações civis.

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