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Estônia lidera com banimento de entrada a russos que lutaram na Ucrânia

Estônia veta a entrada de 261 russos que lutaram na Ucrânia e defende veto de vistos a veteranos europeus, com apoio de países bálticos e nórdicos

Boundary sign on the Estonian border with Russia. Estonia has begun denying entry to Russians who have fought against Ukraine.
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  • A Estônia proibiu a entrada de 261 russos que lutaram na Ucrânia; o ministro das Relações Exteriores, Markus Tsahkna, disse que é apenas o começo e pediu que outros países façam o mesmo.
  • O governo estoniano apontou a possibilidade de uma restrição europeia de visto para veteranos russos da guerra, recebendo apoio de países bálticos e nórdicos.
  • O ministério do Interior estima que até 1,5 milhão de russos participou da invasão, com cerca de metade servindo na linha de frente; a ameaça foi descrita como real.
  • A Ucrânia afirmou ter atingido uma usina de drones em Taganrog, região de Rostov, com incêndios relatados em prédios após o ataque.
  • A Rússia lançou grandes ataques contra oito regiões da Ucrânia, deixando ao menos quatro mortos e interrupções de energia e aquecimento; Kyiv acionou medidas de emergência.

Estônia proibiu a entrada de 261 russos que lutaram na Ucrânia, em uma medida de segurança anunciada nesta semana. O governo diz que a ação é apenas o começo, e incentivou outros países a adotarem restrições semelhantes. A estimativa interna de Estônia aponta que até 1,5 milhão de russos travaram participação no conflito, com cerca de metade atuando na linha de frente.

O ministro do Interior, Igor Taro, afirmou que a ameaça não é apenas teórica, destacando que muitos envolvidos possuem experiência de combate, treinamento militar e, possivelmente, antecedentes criminais. O ministério ressaltou que indivíduos que cometeram atrocidades não teriam lugar no mundo livre. A medida recebeu apoio de Kiev, com o chanceler Andrij Sybiga classificando-a como uma medida de segurança necessária.

A reação internacional vem crescendo, com Estônia buscando alianças no Leste Europeu e no Norte da Europa para a ampliação de restrições aos veteranos russos. O governo ucraniano descreveu o congelamento de entradas como sinal claro de que a impunidade não será tolerada.

Ataques na Ucrânia e resposta russa

Na região ocidental da Rostov, a Ucrânia afirmou ter atingido uma planta de fabricação de drones, após um estado de emergência ser declarado pelo governo local. Informações de autoridades locais indicam que dois empreendimentos foram atingidos, com incêndios visíveis em imagens divulgadas pela imprensa. O alvo identificado é a planta Atlant Aero, em Taganrog, responsável pela produção de drones Molniya e peças para Orion.

Na mesma etapa, dois cargueiros de bandeira grega sofreram ataques no Mar Negro, sem feridos nem danos graves. Segundo fontes marítimas, o Matilda carregaria petróleo kazakh na terminal CPC, próximo a Novorossiysk, quando houve o ataque. A outra embarcação atingida foi o Delta Harmony, de bandeira liberiana. A Ucrânia tem focado ataques para reduzir receitas de petróleo da Rússia.

Entre os ataques recentes a cidades ucranianas, o governo russo manteve ações durante a madrugada, atingindo várias regiões e provocando quedas de energia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou que Moscou lançou dezenas de drones, além de mísseis, com consequências de interrupção de energia em várias regiões. Em Kyiv, as autoridades reportaram cortes de energia e aquecimento em meio ao frio intenso.

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