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EUA aprovam venda de superchip Nvidia para a China, com limites

EUA autorizam venda do H200 da Nvidia para a China sob regras rígidas: validação independente, uso proibido para militares e teto de 50% das unidades

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
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  • Os EUA autorizaram a exportação do H200, segundo chip mais poderoso da Nvidia, para a China, sob regras rígidas.
  • Compradores chineses precisam comprovar adoção de procedimentos de segurança; o uso do chip para fins militares é proibido.
  • Cada unidade do H200 deverá passar por análise de um laboratório independente para confirmar suas capacidades técnicas.
  • A Nvidia deve certificar que há oferta suficiente do chip no mercado americano antes de enviar; a China não pode receber mais de cinquenta por cento do total de chips vendidos a clientes dos EUA.
  • Os chips H200 são de alto desempenho para computadores que desenvolvem e treinam sistemas de inteligência artificial, ocupando posição central na disputa tecnológica entre EUA e China.

Os EUA autorizaram nesta terça-feira a exportação do H200, o segundo chip mais poderoso da Nvidia, para a China. A liberação vem com regras rígidas que devem ser cumpridas pelos compradores chineses.

Antes da compra, empresas na China precisam comprovar que adotam procedimentos de segurança considerados suficientes pelo governo americano. O uso militar do chip continua proibido.

Cada unidade do H200 deverá passar por análise de um laboratório independente para confirmar suas capacidades técnicas. A Nvidia também precisa certificar que há oferta suficiente do chip no mercado interno dos EUA antes de enviar para a China.

A China não poderá receber mais de 50% do total de chips vendidos pela Nvidia a clientes norte-americanos, conforme as regras estabelecidas. A Embaixada da China em Washington e a Nvidia não comentaram o assunto.

Regras e implicações

O H200 é utilizado em computadores que treinam sistemas de inteligência artificial e está no centro da disputa geopolítica entre Washington e Pequim pela liderança em IA. O risco de ampliação de capacidades militares com o uso comercial do chip é tema recorrente.

Em 2025, houve discussões sobre uma possível venda condicionada a uma taxa ao governo dos EUA, o que gerou críticas de setores chineses dentro dos EUA. As autoridades americanas haviam, anteriormente, restringido a exportação de IA avançada para a China.

A decisão de hoje busca manter equilíbrio entre cooperação tecnológica e segurança nacional, segundo autoridades envolvidas. A Nvidia e a Embaixada da China em Washington não comentaram o assunto.

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