- Flávio Bolsonaro inicia tour internacional para angariar apoio da direita global, com palestra em Israel contra antissemitismo; Eduardo Bolsonaro também discursará.
- A turnê envolve encontros com líderes de direita ao redor do mundo, com duração ainda não definida; roteiro é organizado por Eduardo e foi traçado na viagem de fim de ano aos Estados Unidos.
- O próximo destino após Israel deve ser um país do Golfo Pérsico, fortalecendo laços com a região iniciados durante o governo de Jair Bolsonaro.
- Na Europa, a visita pode incluir vários países com governos de direita; destinos ainda não definidos, entre eles a Hungria de Viktor Orbán como exemplo de cooperação com Eduardo.
- A América do Sul deve ser o destino final, visando visitar nações vizinhas ao Brasil para imprimir um selo de união internacional da direita em apoio à candidatura de Flávio.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) inicia neste fim de semana uma viagem internacional para buscar apoio junto a lideranças da direita global. O trajeto envolve Israel, Europa e outros destinos, com participação do irmão Eduardo Bolsonaro. A turnê é vista como continuidade da aproximação internacional da direita brasileira.
A viagem começa em Israel, onde Flávio será palestrante em um evento contra o antissemitismo, com Eduardo também discursando. Em seguida, a agenda prevê encontros com líderes de direita em outros países, com roteiro ainda não definido e duração estimada como longa. O planejamento foi definido durante a passagem de Flávio pelos EUA no fim de 2025.
Rotas e objetivos
O destino próximo após Israel é um país do Golfo Pérsico, região que o grupo político tem fortalecido relação desde o governo de Jair Bolsonaro. A Europa também integra a rota, com países a confirmar visita; há potencial aproximação com governos de direita que contam com o apoio de Eduardo.
A América do Sul aparece como último eixo da viagem, com a intenção de dialogar com nações vizinhas ao Brasil. A ideia é representar um front internacional da direita em apoio à candidatura de Flávio, reforçando uma imagem de unidade regional.
Contexto e recepção
Eduardo Bolsonaro é apontado como articulador internacional da direita, apesar de pesquisas recentes indicarem rejeição expressiva entre a população. Dados da Quaest mostram cerca de 68% dos brasileiros conhecerem o ex-deputado e não o votariam.
Em novembro do ano anterior, Flávio e Eduardo viajaram a El Salvador, país governado por Nayib Bukele, visto como referência entre a direita latino-americana por medidas de combate ao crime. Interlocutores de Flávio afirmam que viagens externas não devem trazer prejuízos significativos, pois outros concorrentes presidenciais também lidam com agenda externa.
Faz parte da estratégia manter um discurso mais moderado, segundo fontes próximas, com foco em unir o Brasil ao invés de ampliar polarização. A missão é explorar apoios internacionais sem abandonar a militância interna.
Entre na conversa da comunidade