- O Irã manteve bloqueio geral de internet a partir de 8 de janeiro, em meio aos protestos que tomam as ruas desde 28 de dezembro.
- O NetBlocks aponta queda de cerca de 1% da conectividade no país, que tem aproximadamente 85 milhões de habitantes.
- A interrupção afetou até a internet via satélite Starlink, com bloqueadores de sinais (jammers) usados para neutralizar o serviço.
- VPNs estão com funcionamento prejudicado; a Proton VPN informou queda de sessões por conta do desligamento total da rede. Ligações internacionais foram liberadas apenas nesta terça-feira (13).
- Este é o terceiro bloqueio geral de internet ordenado pelo Irã; o serviço da Starlink ganhou popularidade durante protestos, mas continua não autorizado no país. A UIT pediu ao Irã que interrompa a interferência.
Desde a última quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o Irã manteve bloqueio geral de internet no território. A medida foi tomada em resposta aos protestos que se espalham pelas ruas desde 28 de dezembro. O objetivo oficial é frear a organização e a circulação de informações.
Dados de monitoramento indicam que a conectividade caiu para cerca de 1% do usual no país, que tem 85 milhões de habitantes. Mesmo serviços de internet via satélite, como Starlink, foram afetados por bloqueadores de sinais perto de antenas, segundo especialistas.
O uso de redes privadas virtuais também não garantiu funcionamento estável. A Proton VPN informou queda de sessões a partir do Irã, com a internet considerada completamente desligada em alguns momentos. Ligações internacionais foram liberadas nesta terça-feira, 13 de janeiro.
Bloqueio de Starlink e seus desdobramentos
Especialistas afirmam que bloquear internet via satélite é mais complexo. Empresas de satélite podem oferecer serviço sem base terrestre no território iraniano, o que dificulta a ação direta do governo. Jammers instalados no país visam interromper sinais de satélite.
O regime utiliza essa tecnologia para tentar conter o fluxo de dados. A intervenção teve impacto direto sobre milhares de usuários e restringiu o acesso a informações, inclusive sobre os protestos que se intensificam no país.
De acordo com Amir Rashidi, do Miaan Group, a perda de dados via Starlink desde quinta-feira chega a 30% no conjunto de dispositivos, com picos de 80% em algumas áreas. A União Internacional de Telecomunicações pediu a suspensão da interferência.
AStarlink permanece ilegal no Irã, apesar de ter forte uso entre a população para manter comunicação durante bloqueios. O histórico iraniano aponta para bloqueios gerais em 2019 e 2022, com a internet via satélite ganhando importância.
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