- O primeiro-ministro japonês Sanae Takaichi recebeu o presidente sul-coreano Lee Jae-myung em Nara, segundo encontro desde outubro, buscando fortalecer laços diante da tensão com a China.
- Takaichi manteve a linha de posição firme frente a Taiwan, enquanto Takaichi não recuou de ações que assustam a China, o que alimenta o atrito entre Japão e Beijing.
- Seul permanece hesitante em se posicionar, o que pode atrapalhar o eventual objetivo de Takaichi de assegurar um apoio sul-coreano.
- A China procura aproximação com a Coreia do Sul para isolar o Japão, destacando uma história compartilhada; Lee disse que a questão de Taiwan deve ser resolvida entre China e Japão, sem envolver a Coreia.
- Em termos internos, procuradores sul-coreanos solicitaram a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol por suposta insurreição em dezembro de 2024; o julgamento deve sair em fevereiro.
O Japão busca fortalecer laços com a Coreia do Sul em meio a uma crise com a China. A reunião entre o primeiro-ministro japonês Sanae Takaichi e o presidente sul-coreano Lee Jae-myung ocorreu em Nara, no Japão, nesta semana. O objetivo é melhorar a cooperação bilateral diante das tensões com Pequim.
Takaichi recebeu Lee em sua casa de prefeitura, marcando o segundo encontro desde que assumiu o cargo, no ano passado. Tokyo espera que o diálogo impulse relações econômicas e de segurança, após a postura japonesa diante de Taiwan ter gerado atritos com a China.
Lee não assumiu posição contrária à China nem à Coreia do Norte durante a recente rodada de conversas, segundo relatos locais. Ao mesmo tempo, Reuters aponta que a Coreia do Sul mantém cautela para não abandonar totalmente Beijing, buscando influência para questões regionais.
Beijing vê a proximidade entre Seul e Tóquio como uma oportunidade para isolar o Japão, destacando lembranças históricas. Especialistas afirmam que a estratégia chinesa visa consolidar alianças no Leste Asiático sem confrontar diretamente a Coreia do Sul.
Apesar de sinais de cooperação, a política interna de ambos os países pode limitar avanços. Nesta semana, ações japonesas atingiram recordes, enquanto o iene recuou em meio a rumores sobre possível dissolução do parlamento para ampliar a maioria de Takaichi no partido no poder.
Paralelamente, a Coreia do Sul solicitou ao judiciário a aplicação da pena de morte ao ex-presidente Yoon Suk-yeol, em caso de condenação por suposta orquestração de insurreição em 2024. O veredito está previsto para fevereiro, após quase 30 anos sem uma sentença capital no país.
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